Mulher que sobreviveu à injeção letal nos Estados Unidos está 'irritada e confusa', afirma defesa
Advogados de Christa Pike, detenta que sobreviveu a uma tentativa de execução no Tennessee, afirmam que ela está irritada e confusa, com graves problemas de saúde após o incidente

Os advogados de Christa Pike, detenta que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal na última quarta-feira (30) no Tennessee, Estados Unidos (EUA), afirmaram nesta quarta-feira (7) que ela está "irritada e confusa" e enfrenta sérios problemas de saúde, incluindo pneumonia e um coágulo sanguíneo severo.
A defesa de Pike também informou nesta quarta-feira (7) que ela apresenta pneumonia, um coágulo sanguíneo severo e inchaço nos braços e nas mãos. Os advogados ainda destacaram que ela enfrenta uma longa recuperação após o incidente.
A equipe que representa Pike afirmou que busca preservar provas relacionadas à tentativa de execução da semana passada, além de pressionar por maior transparência sobre o ocorrido. Luke Ihnen, um dos advogados de Pike, disse a repórteres, após uma audiência judicial no Tennessee, que a equipe jurídica ainda não está solicitando provas ao estado norte-americano, mas quer que os registros do caso sejam preservados.
Apesar do quadro grave, a detenta recuperou a consciência e já consegue falar, surpreendendo a equipe jurídica que havia sido informada de que ela estava com morte cerebral. Uma juíza de Nashville, no Tennessee, ordenou às autoridades a preservação de todas as provas da tentativa fracassada de executar Christa Pike na semana passada. Isso inclui seringas e outros instrumentos utilizados nas duas tentativas mal-sucedidas de injeção letal. Pike foi condenada por um assassinato cometido em 1995.
Pike, de 50 anos, foi levada a um hospital em Nashville, no Tennessee, inconsciente e em estado crítico, com lesões graves nos braços. Ela passou por duas injeções do barbitúrico cáustico pentobarbital que não conseguiram matá-la na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, na última quarta-feira (30).
A detenta recuperou a consciência e já conseguia falar na terça-feira (6), mas permanece algemada à cama do hospital, segundo seus advogados. A defesa tenta romper o sigilo que normalmente cerca os procedimentos de execução no Tennessee e em outros estados dos EUA.
Os advogados afirmam que a execução mal-sucedida – a segunda deste ano no Tennessee – equivale a tortura, violando a proibição da Constituição dos EUA contra punições cruéis ou incomuns.
Christa Pike, condenada à morte por sua participação – quando adolescente – na tortura e no assassinato de sua colega de escola Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995, é a primeira pessoa conhecida a sobreviver a uma "tentativa de execução consumada" nos Estados Unidos, segundo seus advogados.
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