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Após sobreviver tentativa de execução nos EUA, Christa Pike respira com ajuda de aparelhos

Cidadã estadunidense está inconsciente e internada; advogados afirmam que houve problemas nos acessos intravenosos usados para aplicar substância letal aplicada durante o procedimento

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Christa Pike
Christa Pike • Reprodução

Christa Pike — mulher que sobreviveu a duas injeções letais após ser condenada à morte no Tennessee, nos Estados Unidos — está respirando com ajuda de aparelhos, segundo divulgado pelos advogados dela nesta sexta-feira (2). Ela está insconciente e internada em um hospital do país.

A tentativa de execução aconteceu na última quarta-feira (30), quando Pike recebeu duas doses de pentobarbital. Ela foi condenada à pena de morte por homicídio em 1995. Após sobreviver, a equipe médica trabalhava para salvar a vida de Pike na quinta-feira (1º).

Os profissionais também tentavam eliminar do organismo dela a substância letal aplicada durante o procedimento. Em um documento apresentado à Justiça dos EUA, os advogados que representam Pike afirmaram acreditar que houve problemas nos acessos intravenosos.

De acordo com eles, isso fez com que a susbtância entrasse nos tecidos do corpo, em vez de chegar à corrente sanguínea. Os advogados disseram, ainda, que em vez de corrigir o problema, a equipe preparou e aplicou um segunod conjunto de seringas com pentobarbital.

Tentativa de execução frustrada: veja linha do tempo

  • 30/09/2026, às 19h27: Christa Pike estava amarrada à maca, com um acesso intravenoso inserido no braço, quando agentes penitenciários abriram a cortina da sala de execução.
  • 19h30: Execução começou logo após ela fazer uma declaração final: "Estou pronta para ser livre. Hoje é um dia feliz", disse Christa Pike.
  • Neste momento, o conselheiro espiritual da condenada estava ao lado da maca, próximo à cabeça dela. Ele falou com ela e, em seguida, os dois cantaram uma música.
  • Minutos se passaram, ela levantou a cabeça e disse que o braço estava doendo. Um agente penitenciário na sala perguntou se era para a condenada sentir aquilo.
  • 19h37: ela suspirou. As autoridades penitenciárias não confirmaram o que isso significa.
  • 19h41: uma pedra ou peso de papel do tamanho aproximado de uma bola de golfe foi colocado sobre uma mureta que separa a sala onde Piike estava da câmara de execução, por onde o acesso intravenoso era abastecido.
  • 19h46: os agentes fecharam a cortina, bloqueando a visão dos presentes na sala de testemunhas para a câmara de execução. O conselheiro espiritual de Christa deixou a câmara e sentou-se brevemente com o advogado dela na sala destinada às testemunhas da imprensa.
  • 19h49: a cortina foi aberta novamente. O conselheiro espiritual voltou à câmara e ficou ao lado dela.
  • 19h56: cabeça de Pike se ergueu ligeiramente da maca e virou para o lado, ela seguiu respirando.
  • 20h06: autoridades fecharam a cortina novamente.
  • Durante os 40 minutos seguintes era possível ouvir Pike.
  • 20h22: advogado da condenada, Randy Spivey, exigiu acesso a um telefone para entrar em contato com outros advogados da equipe e logo exigiu que a execução fosse interrompida e que a detenta recebesse atendimento médico para salvar sua vida.
  • 20h50: Spivey obteve a confirmação de que uma ambulância estava a caminho.
  • 20h53: um anúncio pediu para que as testemunhas deixassem a área, a imprensa foi escoltada para fora.
  • 21h14: caminhões de bombeiros e ambulâncias chegaram em frente à prisão.

As informações são da Associated Press.

O crime

Christa Pike tinha 18 anos quando matou Colleen Slemmer, de 19, em 1995. Segundo a BBC, ela e o então namorado, Tadaryl Shipp, espancaram, torturaram e assassinaram a jovem. Os três se conheceram em um acampamento de treinamento profissional para adolescentes considerados problemáticos.

Colleen foi encontrada com um pentagrama, símbolo associado a rituais satânicos, esculpido no peito, o que provocou grande repercussão na época. Pike teria acusado a vítima de insultá-la e tentar roubar seu namorado.

Duas pessoas que moravam no mesmo acampamento afirmaram posteriormente que Pike havia se gabado do assassinato e mostrado um pedaço do crânio da vítima, ainda segundo a BBC.

Um ano depois do crime, Pike foi condenada à pena de morte. Shipp, que tinha 17 anos na época, recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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