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EUA: Tennessee suspende execuções após mulher sobreviver à injeção letal

Medida foi anunciada por governador republicano que determinou revisão independente dos protocolos utilizados em execuções; Christa Pike foi condenada pelo assassinato de uma colega de escola

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Christa Pike
Christa Pike • HANDOUT/TENNESSEE DEPARTMENT OF CORRECTION/AFP l Knoxville News Sentinel/USA Today Network/Imagn Images

As execuções no Tennessee, nos Estados Unidos, serão suspensas, após Christa Pike — mulher de 50 anos condenada por assassinato há 30 anos — sobreviver à injeção letal na quarta-feira (30). A medida foi anunciada pelo governador Bill Lee, nesta quinta-feira (1º), indicando que será determinada a revisão independente dos protocolos utilizados em execuções.

O caso registrado foi a primeira vez em dois séculos que o estado tenta executar uma mulher, mas o procedimento é frustrado. Em comunicado, Lee afirmou estar "profundamente decepcionado, assim como os moradores do Tennessee, sobre o que aconteceu na noite passada".

O filiado ao Partido Republicano não divulgou informações do estado de saúde de Pike.

"Até onde sabemos, o Departamento de Correção seguiu exatamente o protocolo que havia sido estabelecido, analisado e aprovado pelo gabinete do procurador-geral. Neste momento, isso é tudo o que sabemos. E é justamente por isso que teremos uma investigação", indicou Lee.

Mulher sobrevive à injeção letal

Há 30 anos, Christa Pike foi condenada pelo assassinato de uma colega de escola. Na quarta-feira (30), ela sobreviveu a uma tentativa de execução no Tennessee, nos EUA.

Não foi divulgado o estado de saúde dela após o procedimento, nem quais medidas legais os advogados de Christa ou o estado poderiam tomar a seguir.

Depois da tentativa falha de execução, ela foi levada para receber atendimento médico após deixar a prisão de segurança máxima Riverbend, em Nashville, no Tennessee.

Advogados pediram clemência

Antes do procedimento, ainda na quarta-feira (30), os advogados de Pike apresentaram um pedido de clemência de 226 páginas, buscando a comutação da pena. Especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas também pediram a suspensão da execução, segundo a BBC.

A defesa argumentou que Pike sofreu abusos físicos e sexuais durante a infância e adolescência, além de negligência familiar. Os advogados sustentam que essas informações não foram devidamente apresentadas ao júri durante o julgamento e que, se ela tivesse sido julgada atualmente pelo mesmo crime cometido aos 18 anos, não receberia pena de morte.

No mesmo dia, um tribunal de apelações dos Estados Unidos suspendeu a execução. Mas, horas depois, a Suprema Corte derrubou a decisão.

O crime

O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos. Christa Pike tinha 18 anos quando matou Colleen Slemmer, de 19, em 1995. Segundo a BBC, ela e o então namorado, Tadaryl Shipp, espancaram, torturaram e assassinaram a jovem. Os três se conheceram em um acampamento de treinamento profissional para adolescentes considerados problemáticos.

Colleen foi encontrada com um pentagrama, símbolo associado a rituais satânicos, esculpido no peito, o que provocou grande repercussão na época. Pike teria acusado a vítima de insultá-la e tentar roubar seu namorado.

Duas pessoas que moravam no mesmo acampamento afirmaram posteriormente que Pike havia se gabado do assassinato e mostrado um pedaço do crânio da vítima, ainda segundo a BBC.

Um ano depois do crime, Pike foi condenada à pena de morte. Shipp, que tinha 17 anos na época, recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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