Israel afirma que 'desmantelou' estrutura militar do Hamas no norte de Gaza
Anúncio foi feito pelo exército de Israel neste sábado (6); ONU diz que Gaza está 'inabitável'

Israel afirmou, neste sábado (6), que atingiu o 'desmantelamento da estrutura militar do Hamas no norte da Faixa de Gaza'. A informação do Exército do país foi dada em entrevista coletiva pelo general Daniel Hagari, que é porta-voz da instituição.
O próximo passo, ainda segundo o porta-voz, é trabalhar para acabar com as bases do Hamas no centro e no sul da Faixa de Gaza. “Faremos de outra forma. Isso leva tempo, não existem atalhos na luta contra o terrorismo”, declarou o general.
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A Guerra entre Israel e Hamas começou em 7 de outubro de 2023 e completa três meses neste domingo (7). O conflito foi desencadeado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro, que deixou cerca de 1.140 mortos em Israel, segundo uma contagem da AFP baseada em dados israelenses.
Também neste sábado, o Hezbollah libanês lançou a sua "resposta inicial" ao assassinato do número dois do Hamas, na terça-feira, em Beirute. Um responsável da defesa americano atribuiu o ataque a Israel, disparando dezenas de foguetes contra uma base militar em Meron, no norte do território israelense.
O Exército israelense confirmou que houve cerca de quarenta tiros disparados do Líbano e indicou que respondeu atacando uma "célula que participou dos lançamentos".
"2024 será um ano de combates", alertou o seu porta-voz Daniel Hagari na sexta-feira, relatando "um nível muito alto de preparação" das tropas na fronteira com o Líbano.
Em Gaza, jornalistas da AFP relataram ataques israelenses na manhã deste sábado em Rafah, uma cidade no extremo sul do território onde centenas de milhares de palestinos tentam se refugiar dos combates.
Lá, Abu Mohamed, um palestino de 60 anos que fugiu do campo de refugiados de Bureij (centro), disse à AFP que, à medida que a guerra entra no seu quarto mês, o futuro de Gaza parece "sombrio, obscuro e muito difícil".
"Lugar de morte e desesperança"
Neste sábado (6) Israel bombardeou novamente o sul da Faixa de Gaza, depois de quase três meses de guerra.
A Faixa de Gaza tornou-se "simplesmente um lugar inabitável", "um lugar de morte e desesperança", e os seus habitantes "enfrentam ameaças diárias diante dos olhos do mundo", denunciou na sexta-feira o chefe das operações humanitárias da ONU, Martin Griffiths.
A ofensiva de Israel, que prometeu "destruir" o movimento islamista palestino, deixou pelo menos 22.722 mortos, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, no poder em Gaza.
Segundo Israel, cerca de 132 reféns dos 250 sequestrados em 7 de outubro pelo Hamas, grupo classificado pela União Europeia e pelos Estados Unidos como "terrorista", permanecem cativos no território palestino.
A Unicef alertou que os combates, a desnutrição e a situação sanitária criaram um "ciclo de morte que ameaça mais de 1,1 milhão de crianças" naquele território.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que a maioria dos 36 hospitais do território estavam fora de serviço devido aos combates e aqueles que continuam a funcionar enfrentam escassez.
Uma equipe da ONU entregou suprimentos médicos às autoridades de Gaza em Khan Yunis na sexta-feira. Foi "a primeira vez que conseguimos fazer esta entrega em cerca de 10 dias", disse Sean Casey, coordenador da OMS.
O Exército israelense declarou neste sábado que as suas forças "mataram vários terroristas (...) e destruíram algumas entradas de túneis" em Khan Yunis nas últimas 24 horas e que encontraram coletes militares "escondidos (...) em uma clínica médica" na cidade de Gaza.
Israel acusa o Hamas de utilizar infraestruturas civis, como escolas e hospitais, para esconder uma rede subterrânea.
(Com informações da AFP)
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