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Investigadores divulgam novas provas contra suspeito de tentar matar Trump

Procuradora dos EUA afirma que projétil encontrado em um colete de proteção de um agente do Serviço Secreto é de arma do homem suspeito de invadir jantar com presidente

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Suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, não apresentou sua declaração de culpa ou inocência • Reprodução / Redes Sociais e CNN

A procuradora dos Estados Unidos em Washington, Jeanine Pirro, afirmou, neste domingo (3), que os investigadores encontraram provas contundentes de que o suposto atirador que tentou invadir o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca — que contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, — de fato disparou contra um agente do Serviço Secreto.

Até agora, persistiam dúvidas sobre qual arma havia atingido o agente no colete de proteção durante o evento, realizada em 25 de abril, já que pelo menos outro agente do Serviço Secreto também havia aberto fogo.

A declaração foi divulgada no programa "State of the Union", da rede CNN. "Podemos estabelecer que um projétil — proveniente da espingarda de ação por bombeamento Mossberg do acusado — ficou incrustado nas fibras do colete do agente do Serviço Secreto", afirmou Pirro.

"É, sem sombra de dúvida, seu projétil; ele atingiu aquele agente do Serviço Secreto. Tinha a firme intenção de matá-lo — e de matar qualquer um que se interpusesse em seu caminho — em sua tentativa de assassinar o presidente dos Estados Unidos", acrescentou a procuradora.

Até o momento, o suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, não declarou culpa ou inocência. Ele foi acusado formalmente de tentar assassinar Trump, além de enfrentar acusações de porte de arma de fogo e agressão contra um agente federal com arma perigosa.

Allen teria tirado foto com armas antes de ataque

O Departamento de Justiça no Estados Unidos divulgou um documento apontando que o homem acusado de tentar matar o presidente Donald Trump tirou uma foto com armamentos, pouco antes de tentar invadir o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca.

Na imagem, Allen estava em um quarto do hotel Washington Hilton — onde acontecia o evento de Trump com jornalistas — com uma bolsa de munição, um coldre de arma no ombro e uma faca. Ele vestia roupas pretas, com uma gravata vermelha.

• Reprodução / Departamento de Justiça dos EUA
• Reprodução / Departamento de Justiça dos EUA

O ataque

O tradicional jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca em 25 de abril — evento anual em que o presidente dos EUA se reúne com jornalistas — foi interrompido após tiros serem ouvidos. Na ocasião, Donald Trump foi retirado às pressas do hotel em Washington, onde acontecia o jantar.

Jornalistas e autoridades que estavam no local se agacharam e tentaram se proteger do ataque. Foram efetuados ao menos cinco disparos. O suspeito foi localizado e preso por agentes do Serviço Secreto.

Identificado como Cole Tomas Allen, o suspeito é morador de Torrance, na Califórnia, onde trabalha como professor. Durante o ataque, um agente do Serviço Secreto foi baleado.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.