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Homem é indiciado por vender serviços sexuais de esposa a mais de 120 homens

Acusado está preso preventivamente desde o ano passado e será julgado em 13 de abril

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Tribunal Distrital de Ångermanland, em Härnösand, na Suécia • Mats Andersson/TT News Agency/AFP

Um promotor da Suécia indiciou, nesta segunda-feira (30), um homem acusado de explorar sexualmente a própria esposa, após vender serviços sexuais dela a mais de 120 homens.

O acusado, de 62 anos, foi detido no fim de outubro do ano pasado e colocado em prisão preventiva depois que a esposa dele o denunciou à polícia no Norte da Suécia.

Ele foi formalmente acusado de proxenetismo — crime de lucrar em cima da prostituição alheia — com agravente de estupro e agressão sexual.

O sueco é suspeito de ter publicado anúncios online, organizado encontros, vigiado e pressionado a mulher para que realizasse atos sexuais na internet, a fim de atrair mais clientes. A prática pode ter gerado lucros para ele durante anos, a partir das pressões que exercia sobre a esposa "para que realizasse atos sexuais", segundo a acusação.

O acusado, que não teve a identidade revelada, ainda é acusado de ter sido violento e de tê-la ameaçado, de ter explorado o medo que ela tinha dele e de se ter aproveitado de sua dependência química. O promotor qualificou estes fatos como uma "exploração impiedosa".

Além do proxenetismo com agravante, o homem, que negou as acusações, também foi indiciado por oito estupros, um deles com um cliente, quatro tentativas de estupro e quatro agressões.

A advogada da vítima, Silvia Ingolfsdottir, declarou à Agence Frace-Presse que a mulher foi vítima de "crimes graves". "Agora ela espera obter justiça", escreveu em uma mensagem.

O suspeito foi anteriormente membro da organização de de motociclistas Hells Angels, segundo a emissora pública SVT — um motoclube mundialmente famoso que autoridades como o FBI e a Europol os classificam como organização criminosa ligada a crimes violentos, tráfico e extorsão.

A mulher foi vítima de "crimes graves", declarou à AFP sua advogada Silvia Ingolfsdottir. "Agora ela espera obter justiça", acrescentou em uma mensagem de texto. O julgamento deverá começar em 13 de abril.

*Com AFP 

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.