Guerra no Oriente Médio: Trump autoriza venda de 12 mil bombas a Israel
Governo republicano declarou estado de emergência; medida dispensa autorização do Congresso para venda do armamento

O governo comandado pelo presidente Donald Trump declarou estado de emergência, neste sábado (7), e vendeu 12 mil bombas a Israel em meio ao conflito entre os países contra o Irã, no Oriente Médio. A decisão ignora a posição do Congresso, que foi dispensada devido a declaração de estado de emergência.
Segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA, Israel solicitou a compra de “doze mil (12.000) bombas de uso geral BLU-110A/B, de 1.000 libras”. O armamento é avaliado em mais de US$151 milhões.
O secretário de Estado, Marco Rubio, "determinou e forneceu justificativas detalhadas de que existe uma emergência que exige a venda imediata ao Governo de Israel dos artigos e serviços de defesa, o que atende aos interesses de segurança nacional dos Estados Unidos, dispensando, assim, os requisitos de revisão do Congresso”, diz o comunicado.
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Tanto a declaração de emergência, quanto a venda acelerada do armamento, acontecem em um momento em que Israel e os Estados Unidos seguem alimentando a guerra contra o Irã. Trump prometeu, neste sábado (7), novos ataques contra o país do Oriente Médio, afirmando que o Irã "será atingido com muita força".
Entenda o conflito entre EUA, Israel e Irã
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Confira a linha do tempo, com os principais destaques:
28 de fevereiro: EUA e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
1º de março: a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pelos ataques dos Estados Unidos e Israel. Também foram confirmadas as mortes da filha, do genro, da neta e da esposa de Khamenei.
2 de março: Trump afirmou, em entrevista à CNN, que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã. Ele ainda prometeu que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. O presidente dos EUA afirmou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender.
3 de março: a Assembleia dos Especialistas, localizada em Qom, no Irã, foi atingida por um bombardeio de Israel. O local poderia estar recebendo uma reunião para a eleição do novo líder supremo do país. Porém, na hora do ataque, ele estava vazio.
4 de março: a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, foi atingida por um míssil balístico iraniano. Segundo o governo catari, não houve vítimas. Na mesma data, Israel iniciou uma série de ataques contra Teerã.
5 de março: duas explosões foram ouvidas em Jerusalém. Os ataques aconteceram após Israel afirmar ter identificado mísseis lançados do Irã. A agência Islamic Republic News Agency (IRNA) divulga que o número de mortes devido aos ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irã subiu para 1.230.
6 de março: o jornal norte-americano, The Washington Post, divulgou que a Rússia estaria ajudando o Irã a localizar alvos dos Estados Unidos no Oriente Médio para bombardeios em meio à guerra, repassando as localizações de ativos militares dos EUA na região, incluindo navios de guerra e aeronaves.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



