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Grupo de jovens se reveza para ajudar vítimas dos terremotos na Venezuela

Voluntários mantêm uma ação ininterrupta de arrecadação e distribuição de alimentos, água e apoio emocional às famílias afetadas pela tragédia

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Yanick Scott, de 27 anos • Itatiaia

Três semanas após os terremotos que devastaram a Venezuela, a equipe da Itatiaia está no país para acompanhar de perto os desdobramentos da tragédia.

Nesta quarta-feira (15), a reportagem percorreu pontos da capital venezuelana afetados pelos tremores para ouvir relatos de quem tenta reconstruir a vida após a tragédia. Além dos prejuízos materiais, muitas famílias enfrentam o luto pela perda de parentes e amigos e o desafio de recomeçar.

Um dos exemplos de solidariedade é o do venezuelano Yanick Scott, de 27 anos. Desde o primeiro dia após os terremotos, ele e um grupo de jovens se revezam em uma ação voluntária que funciona 24 horas por dia para receber doações e distribuir alimentos, água e apoio às vítimas.

"Não estamos aqui apenas oferecendo comida. Também levamos apoio espiritual. As pessoas chegam até nós depois de perderem suas casas e familiares. Ver um sorriso em meio a tanto caos nos fortalece para continuar", afirmou.

Segundo Yanick, o grupo distribui diariamente arepas (pão feito com milho moído), pães recheados, refeições, café e água, todos provenientes de doações.

Os terremotos ocorreram em 24 de junho e atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5, em um intervalo de poucos minutos. Desde então, forças de segurança, equipes de resgate, organizações humanitárias e voluntários atuam na busca por desaparecidos, no atendimento às vítimas e na assistência às famílias que perderam tudo.

Após visitar as áreas atingidas, a equipe da Itatiaia acompanha, ainda nesta quarta-feira (15), uma agenda com representantes do governo venezuelano em um centro que abriga pessoas desabrigadas pelos terremotos. A expectativa é ouvir autoridades e moradores sobre as ações de assistência e os próximos passos para a reconstrução das regiões afetadas.

De acordo com os dados mais recentes divulgados pelas autoridades locais, o número de desaparecidos caiu de cerca de 50 mil para aproximadamente 36 mil pessoas. Já o total de mortos ultrapassa 4.500, enquanto milhares de edificações foram destruídas.

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Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.