Governo Trump aprova execução por fuzilamento e outros métodos para pena de morte
Comunicado aponta que decisão do presidente dos Estados Unidos busca 'agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte'

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (24), que irá permitir as execuções por pelotão de fuzilamento como pena de morte. O país também voltará a aplicar injeção letal e utilizará outros métodos como asfixia por gás e choque elétrico, conforme o comunicado.
O texto aponta que a decisão é uma ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para "agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte". A nova orientação ainda padroniza os tipos de execução — que antes eram determinadas por cada estado de forma independente.
Porém, na prática, a determinação do republicano será utilizada como um parâmetro. A pena de morte é descentralizada no país e os métodos são permitidos ou proibidos dependendo do estado.
A decisão do Governo Trump é uma das promessas do norte-americano de retomar a pena de morte no segundo mandato. Na primeira vez de Trump na Casa Branca, ele restabeleceu as execuções após um hiato de 20 anos. No total, 13 condenados morreram por injeção letal.
O comunicado afirma que a medida é crucial "para deter os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito tempo esperado aos familiares sobreviventes". Com a decisão, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, instruiu o Departamento de Prisões a "incluir métodos adicionais e constitucionais de execução que já são previstos pela legislação de certos estados", que são:
- Pelotão de fuzilamento;
- Asfixia com gás nitrogênio;
- Eletrocussão, ou choque elétrico.
No caso da injeção letal, o método está previsto no Código Penal do país, mas vários estados haviam pausado a aplicação deste tipo de execução após uma moratória — termo usado para a aplicação de uma suspensão — do governo do ex-presidente Joe Biden.
O democrata, na época, acatou estudos que apontavam "dor e sofrimento desnecessários" no método de injeção letal. No comunicado divulgado nesta sexta (24), o Departamento de Justiça classificou a decisão de Biden como "profundamente falha".
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



