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Funcionário da ONG Médicos Sem Fronteiras é morto junto com a esposa e a filha em Gaza

O homem é o 11º trabalhador da Médicos Sem Fronteiras a ser morto no território palestino desde o início da guerra e o segundo desde o fim da trégua

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Conflito na Faixa de Gaza afeta cidadãos brasileiros
Conflito na Faixa de Gaza afeta cidadãos brasileiros • Mahmoud Ams/AFP

A Organização Não Governamental (ONG) Médico Sem Fronteiras (MSF) informou, nesta sexta-feira (4), que um de seus funcionários, Hussam Al Loulou, de 58 anos, foi morto junto com parte de sua família em um bombardeio na Faixa de Gaza.

A região está devastada com a guerra entre Israel e Hamas, com mais de 50 mil mortos. "Esse banho de sangue precisa acabar", declarou a organização.

"Nosso companheiro Hussam foi assassinado como outras centenas de pessoas em toda a Faixa de Gaza desde a retomada dos ataques das forças israelenses em 18 de março", afirmou a organização em comunicado divulgado nesta sexta.

Hussam era vigilante da unidade de emergências da MSF em Khan Yunis. Ele morreu junto com sua esposa e sua filha de 28 anos em um “terrível ataque” no sudoeste de Deir al Balah, no centro da Gaza, conforme a organização.

O homem é o 11º trabalhador da Médicos Sem Fronteiras a ser morto no território palestino desde o início da guerra, há 18 meses, e o segundo desde o fim da trégua no mês passado.

A MSF elogiou Loulou por seu "altruísmo, humildade e preocupação genuína com as pessoas ao seu redor" e condenou "veementemente sua morte", pedindo "a restauração imediata do cessar-fogo e a proteção dos civis", acrescentou. (Com AFP)

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.