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Fotojornalista dos EUA fica ferida após ataque de colonos israelenses na Cisjordânia

Heidi Levine, do Washington Post, usava capacete e colete de imprensa quando foi agredida por grupo mascarado; ataque acontece em onda de violências semelhantes durante a estação de colheita de azeitonas

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A fotojornalista freelancer americana Heidi Levine deixa o pronto-socorro do hospital público na cidade de Ramallah, sob ocupação israelense, após receber atendimento em decorrência de um ataque cometido por colonos israelenses enquanto fotografava agricultores palestinos colhendo azeitonas no vilarejo palestino de Abu Falah, em 16 de outubro de 2026.
A fotojornalista freelancer americana Heidi Levine deixa o pronto-socorro do hospital público na cidade de Ramallah, sob ocupação israelense, após receber atendimento em decorrência de um ataque cometido por colonos israelenses enquanto fotografava agricultores palestinos colhendo azeitonas no vilarejo palestino de Abu Falah, em 16 de outubro de 2026. • Foto por AHMAD GHARABLI / AFP

Uma fotojornalista dos Estados Unidos, identificada como Heidi Levine, ficou ferida nesta sexta-feira (16) após um ataque de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada. Ela foi socorrida por colegas e levada para um hospital em Ramallah, capital administrativa e o principal centro político da Palestina.

Heidi Levine trabalha para o Wahington Post. Inclusive, o jornal divulgou que a profissional estava identificada como membro da imprensa, tanto na parte da frente, quanto na de trás do colete à prova de balas.

Ela estava perto das localidades de Turmus Ayya e Khirbet Abu Falah quando foi atacada. Imagens registradas pela Agence France-Presse (AFP) mostram ferimentos em uma das perna e em um dos braços da fotojornalista.

Às jornalistas presentes na unidade de saúde, Heidi relatou que se deparou com 50 homens mascarados, instantes antes do ataque: "Eles carregavam bastões de madeira, e acho que também barras de ferro. Fui atacada, empurrada ao chão. Felizmente estava usando colete à prova de balas e capacete, caso contrário, provavelmente nem estaria aqui, porque eles não paravam de me chutar".

Segundo divulgado pela imprensa internacional, citando testemunhas, o grupo que atacou a cidadã estadunidense era formado por cerca de 80 colonos. Alguns deles carregavam botijões de gás que forma usados para queimar as oliveiras onde palestinos estavam reunidos para colher azeitonas maduras.

Os colonos israelenses vestiam roupas pretas e tinham os rostos mascarados. Eles também atiraram pedras contra os moradores e, além da fotojornalista, outra pessoa ficou ferida.

Após um primeiro atendimento, Heidi Levine foi transferida para um hospital israelense perto de Tel-Aviv.

Autoridades se pronunciam sobre ataque

O ataque continuou mesmo após a chegada de militares de Israel. Em comunicado, Tel-Aviv informou que soldados e policiais de fronteira dispararam o que descreveram como tiros de advertência após se posicionarem na área e, em determinado momento, também fizeram disparos na direção de uma pessoa que, segundo as tropas, representava uma ameaça.

A embaixada dos Estados Unidos em Israel afirmou estar ciente das informações veiculadas pela imprensa sobre o ataque.

Outras agressões foram registradas em 2026

A agressão ocorre em um contexto de aumento de violências semelhantes durante a estação de colheita de azeitonas na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.

No início de outubro, colonos espancaram brutalmente um fotógrafo da AFP que fazia uma reportagem sobre a colheita. Jornalistas palestinos e estrangeiros também foram agredidos na região. Em julho, colonos atacaram uma equipe da rede americana CNN perto de Ramallah.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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