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Familiares processam Boeing após acidente de avião que matou 260 pessoas na Índia

O voo 171 da Air India caiu logo após decolar de Ahmedabad com destino a Londres no dia 12 de junho

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Avião com 242 passageiros atingiu alojamento de médicos, na Índia.
Avião com 242 passageiros atingiu alojamento de médicos, na Índia. • Fotos: Reprodução | Redes Sociais | AFP PHOTO / CENTRAL INDUSTRIAL SECURITY FORCE (CISF) | Sam PANTHAKY

Quatro famílias de passageiros que morreram na queda de um avião da Air India que matou 260 pessoas em junho desse ano processam as aeroespaciais Boeing e Honeywell, culpando negligência e um interruptor de corte de combustível com defeito no desastre.

O voo 171 da Air India caiu logo após decolar de Ahmedabad com destino a Londres no dia 12 de junho, deixando apenas um passageiro sobrevivente.

A queixa foi apresentada na terça-feira (16) no tribunal superior de Delaware, nos Estados Unidos. Os familiares disseram que a trava do interruptor do Boeing 787-8 Dreamliner pode ter sido desligado inadvertidamente ou estar ausente, causando perda de suprimento de combustível e perda de empuxo necessário para a decolagem. A informação é do The Guardian.

Segundo os solicitantes, a Boeing e a Honeywell, que instalaram o equipamento, sabiam do risco, principalmente após um alerta da Administração Federal de Aviação dos Estado Unidos (FAA) em 2018.

Um relatório de uma investigação preliminar sobre o acidente feito pelo Departamento de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da Índia apontou que a Air India não realizou as inspeções sugeridas e que registros de manutenção mostram que o módulo de controle do acelerador, onde ficam os interruptores de combustível, foi substituído em 2019 e 2023.

Gravações da cabine analisadas por investigadores apontaram que o capitão cortou o fluxo de combustível para os motores do avião. O processo diz que os interruptores estão em um local na cabine onde há maior probabilidade de serem pressionados 'sem querer', o que 'efetivamente garante que a atividade normal da cabine possa resultar em corte inadvertido de combustível'.

Relembre

O avião, modelo Boeing 787 Dreamliner havia saído de Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, em Ahmedabad com destino a Londres Gatwick. Ele caiu poucos momentos depois da decolagem e matou 260 pessoas que estavam a bordo e também no solo. O voo transportava 242 pessoas, incluindo 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense. Apenas um passageiro sobreviveu.

A aeronave começou a perder altitude antes mesmo de cruzar o muro do perímetro do aeroporto. Pouco depois, os interruptores de combustível foram reposicionados corretamente e os motores tentavam ser religados, mas o impacto ocorreu nesse momento. Segundos antes da queda, um dos pilotos emitiu um chamado de emergência: “MAYDAY MAYDAY MAYDAY”. O controlador chegou a pedir o indicativo da aeronave, mas não obteve resposta e observou a queda à distância.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.