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Ex-CEO da Abercrombie and Fitch é investigado por tráfico sexual de modelos masculinos

Segundo a acusação, entre dezembro de 2008 e março de 2015, Jeffries, Smith e Jacobson usaram uma combinação de “força, fraude e coerção” para traficar homens

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Michael Jeffries, ex-CEO da marca de roupas Abercrombie and Fitch, foi colocado em liberdade nesta terça-feira (22) após o pagamento de uma fiança de US$ 10 milhões. Ele está sendo acusado de tráfico sexual e prostituição em um esquema que atraia modelos masculinos de todo o mundo.

Jeffries, de 80 anos, e os sócios Matthew Smith, 61, e James Jacobson, 71, são acusados de convidar jovens aspirantes a modelos a irem a locais, como Espanha, Reino Unido, Marrocos, França e Nova York e "os enganavam para comparecer a eventos públicos para ter sexo", afirma o promotor do Tribunal Federal do Distrito Leste do Brooklyn, em Nova York, Breon Peace.

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Os três foram detidos, mas Jeffries e Jacobson foram soltos mediante ao pagamento de fiança.

Segundo a acusação, entre dezembro de 2008 e março de 2015, Jeffries, Smith e Jacobson usaram uma combinação de "força, fraude e coerção" para traficar homens enquanto exploravam uma empresa de prostituição. Eles lhes davam álcool, drogas e substâncias para manter a ereção, acrescentou.

Nos documentos da acusação foram chamadas 15 vítimas anônimas, mas os promotores sugerem que a escala dos supostos crimes foi muito maior e fizeram um apelo para que novas testemunhas ou vítimas se apresentem.

"As detenções de hoje são monumentais para os aspirantes a modelos masculinos que foram vítimas destes indivíduos", disse Brittany Henderson, advogada do escritório Edwards Henderson, que representa as vítimas.

"Sua luta por justiça não termina aqui. Esperamos responsabilizar a Abercrombie and Fitch por facilitar esta conduta terrível, e garantir que isso não aconteça novamente", acrescentou em nota enviada à AFP.

O caso tem sua origem em uma reportagem investigativa da BBC de 2023, "The Abercrombie Guys: The Dark Side of Cool", na qual vários homens falaram sobre a assinatura de acordos de confidencialidade para eventos sexuais supostamente dirigidos por Jeffries.

A Abercrombie and Fitch se disse "horrorizada e enojada" com as denúncias sobre o comportamento de Jeffries e que tem "tolerância zero com o abuso, o assédio ou a discriminação de qualquer tipo".

Jeffries foi conselheiro delegado da Abercrombie entre 1992 e 2014. Após deixar a empresa, recebeu uma indenização de US$ 25 milhões (cerca de R$ 66 milhões, na cotação da época), segundo documentos corporativos.

*Com informações da AFP

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento