Ex-candidata a presidente do Equador e líder da oposição, Luisa González é presa
Advogada de 48 anos concorreu, nos anos de 2023 e 2025, com o atual chefe do Executivo Daniel Noboa, de extrema-direita; González vinha em movimento de fortalecimento da esquerda no país

A ex-candidata à Presidência do Equador, Luisa González, foi presa nesta quinta-feira (22). A advogada e política de 48 anos, alinhada à esquerda, é a principal adversária do atual presidente do país, Daniel Noboa.
O partido Revolução Cidadã confirmou a prisão de González. Em seguida, a polícia do Equador também divulgou a informação nas redes sociais, sem especificar o motivo da ação.
González vinha sendo investigada desde em janeiro deste ano, por um suposto financiamento irregular, vindo da Venezuela, para a própria campanha eleitoral de 2023. Entre os possíveis crimes investigados estão lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Ainda em janeiro, a Fiscalía General del Estado, órgão equivalente ao Ministério Público no Equador, realizou buscas na casa da ex-candidata e em outros imóveis ligados a integrantes da Revolução Cidadã.
González nega e já havia afirmado que o partido apresentou os gastos da campanha ao órgão eleitoral, indicando que a promotoria não possui provas para fundamentar as acusações. Não há confirmação de que a prisão desta quinta-feira (22) esteja relacionada ao caso.
O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, que governou entre 2007 e 2017, se pronunciou, nas redes sociais sobre a prisão: "Prenderam Luisa González. JÁ CHEGA!!!", escreveu em uma postagem.
Apresaron a Luisa González. ¡YA BASTAAA!!!! #EcuadorVencerá
— Rafael Correa (@MashiRafael) October 22, 2026
Disputa presidencial
Integrante do Revolução Cidadã, Luisa González disputou a Presidência do Equador em 2023 e 2025. Nos dois pleitos, ela foi derrotada no segundo turno pelo atual presidente, do movimento Ação Democrática Nacional (ADN), Daniel Noboa. O atual mandato dele durará até 2029.
Após o resultado em 2025, González capitalizou a polarização para liderar um movimento de fortalecimento da esquerda no Equador e na América Latina.
Até a última atualização desta reportagem, o governo equatoriano não havia se manifestado sobre a prisão de Luisa González.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



