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EUA passam a exigir que jornalistas deixem perfis nas redes sociais públicos para solicitar visto

Medida passa a valer a partir desta quinta-feira (1º); comunicado da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil indica que emissão de vistos norte-americanos 'é um privilégio, não um direito'

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Medida também inclui profissionais com vistos TN e TD
Medida também inclui profissionais com vistos TN e TD • Imagem ilustrativa/Canva

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou, nesta quarta-feira (30), que jornalistas que queiram vistos para trabalhar no país deixem os próprios perfis nas redes sociais públicos. A medida começa a valer nesta quinta-feira (1º), sob a justificativa de "facilitar a verificação da identidade dos solicitantes".

Em comunicado, a representação diplomática apontou que a decisão torna possível identificar pessoas que possam ser consideradas "inadmissíveis" no país por representar uma ameaça à segurança nacional.

A mudança contempla três tipos de vistos:

  • Visto l — para representantes da mídia estrangeira;
  • Visto TN (Trade NAFTA/USMCA) — para profissionais do Acordo EUA-México-Canadá que vão trabalhar temporariamente nos EUA;
  • Visto TD — para dependentes de pessoas com o visto TN.

"A concessão de um visto dos Estados Unidos continua sendo um privilégio concedido a critério do governo, e não um direito", diz a nota divulgada nas redes sociais.

Além dos vistos, o Departametno de Estado dos EUA informou que a análise de presença online já é aplicada a outras categorias de vistos de não imigrante. De acordo com a pasta, a análise utiliza todas as fontes de informação disponíveis durante a avaliação dos pedidos de visto.

Não é a primeira vez em 2026 que jornalistas passam por mudanças no processo de solicitação de vistos. Em julho, o governo dos EUA também anunciou uma mudança específica para a categoria.

Uma regra do Departamento de Segurança Interna previa limitar a permanência de profissionais com visto l a até 240 dias, ou 90 dias para jornalistas com passaporte da China continental.

A medida substituiria o sistema que permitia a permanência durante todo o período da atividade profissional. A regra, prevista para entrar em vigor em 15 de setembro, foi bloqueada por um juiz federal no dia anterior.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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