EUA afirmam que negociações técnicas sobre Ormuz com o Irã seguem em andamento
Autoridades americanas criticam ações iranianas no Estreito de Ormuz e ataques a navios, enquanto Teerã adverte contra intervenções dos EUA na região

Os Estados Unidos e o Irã continuam engajados em negociações técnicas sobre questões nucleares visando uma solução diplomática, afirmou uma autoridade americana nesta quinta-feira (9). A declaração ocorre mesmo com o presidente Donald Trump tendo iniciado uma nova rodada de ataques de retaliação contra Teerã nesta semana, em um cenário de acusações mútuas e tensões envolvendo o Estreito de Ormuz.
Uma autoridade americana reiterou que os Estados Unidos estão "comprometidos em encontrar uma solução", assegurando que as conversas técnicas prosseguem. A declaração enfatiza a posição de que "o Irã jamais poderá possuir uma arma nuclear".
Essa mesma autoridade pontuou que o memorando de entendimento se baseia no cumprimento de obrigações. As ações iranianas, como a não reabertura total do Estreito de Ormuz e os ataques a navios durante a cúpula da Otan, "representam um desempenho insatisfatório em um nível inaceitável".
Os Estados Unidos classificaram "os ataques do Irã a essas embarcações inocentes" como "atos de terrorismo". Por outro lado, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã declarou nesta quinta-feira (9) que os ataques dos Estados Unidos e a intervenção para redirecionar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz estão prejudicando a reabertura gradual da via estratégica.
Os militares iranianos reiteraram que "estrangeiros não têm qualquer interesse nesta terra ou no Estreito de Ormuz". Eles alertaram que "a interferência na definição da rota de navegação não apenas encontrará uma resposta contundente de nossa parte, mas também prejudicará seriamente o processo de reabertura gradual".
Além disso, um comunicado da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana ressaltou que os navios devem "obter autorização mediante o cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança". O Irã também alertou que qualquer nova intervenção dos EUA provocaria uma "resposta esmagadora".
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