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EUA farão triagem de viajantes para detectar Ebola nos aeroportos após novo surto da doença

Organização Mundial da Saúde anunciou estado de ‘emergência internacional’ no último domingo após dezenas de morte da África

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Um agente de saúde de fronteira na passagem de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante usando um termômetro infravermelho sem contato em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026.
Um agente de saúde de fronteira na passagem de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante usando um termômetro infravermelho sem contato em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026. • Badru Katumba | AFP

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (18), que está reforçando as precauções para evitar a propagação do vírus Ebola no país. Uma das medidas adotadas incluiu a triagem de viajantes aéreos vindos de áreas afetadas pelo surto. Além disso, os EUA também declarou a suspensão de vistos para a região. 

As decisões do governo norte-americano acontecem em meio a um cenário de “emergência internacional”. O status foi declarado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no último domingo (17) após um novo surto do Ebola na República Democrática do Congo, país na região central do continente africano. 

Dados apontam que a nova onda da doença já causou cerca de 90 mortes no país. Este é o 17º surto de ebola registrado na República Democrática do Congo. Nas últimas cinco décadas, a doença já provocou quase 15 mil mortes em diferentes países africanos.

O Ebola é contagioso? 

A doença é considerada altamente contagiosa. A transmissão do ebola acontece por contato com fluidos corporais ou sangue de pessoas infectadas. O vírus passa a ser contagioso após o surgimento dos sintomas, e o período de incubação pode chegar a 21 dias. Febre, vômitos e hemorragias estão entre os principais sinais da doença.

O atual surto envolve a cepa Bundibugyo, identificada pela primeira vez em 2007. Diferentemente da cepa Zaire, responsável pelas epidemias mais letais da doença, ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos para essa variante. Segundo o ministro da Saúde congolês, Samuel-Roger Kamba, a taxa de mortalidade pode chegar a 50%. As autoridades locais apontam que o caso inicial foi o de uma enfermeira que procurou atendimento médico em Bunia, capital da província de Ituri, no dia 24 de abril, já apresentando sintomas compatíveis com ebola.

Organizações humanitárias também demonstram preocupação com a velocidade de propagação da doença. A ONG Médicos Sem Fronteiras informou que prepara uma resposta emergencial em larga escala na região. Além do avanço rápido dos casos, a infraestrutura precária da República Democrática do Congo dificulta o transporte de materiais médicos e o isolamento de pacientes. Moradores relatam que muitas vítimas estão morrendo em casa sem acesso adequado a tratamento. 

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.