Itatiaia

Estudantes da Albânia protestam pelo 2º dia consecutivo; Ministério da Educação é incendiado

Manifestação segue exemplo da França que há quatro semanas está em meio a forte mobilização estudantil; vários edifícios foram vandalizados e houve confronto com a polícia em Tirana

Por
Manifestação na Albânia foi alvo de confronto com os policiais, que jogaram bombas de gás lacrimogêneo para conter a multidão
Manifestação na Albânia foi alvo de confronto com os policiais, que jogaram bombas de gás lacrimogêneo para conter a multidão • Reprodução l Redes Sociais

Pelo segundo dia consecutivo, estudantes da Albânia saíram às ruas para protestar por melhores condições de educação e emprego. A manifestação desta quarta-feira (14) foi registrada em Tirana, capital do país, quando o Ministério da Educação albanês foi incendiado.

Organizadores do protesto — seguindo o exemplo da França, que também está em meio a manifestações estudantis — divulgaram que a mobilização é contra as condições nas universidades, os custos do ensino superior, o apoio financeiro e as perspectivas de emprego após a formatura.

A manifestação foi alvo de confronto com os policiais, que jogaram bombas de gás lacrimogêneo para conter a multidão. Por outro lado, alguns jovens vandalizaram prédios da capital, como o edifício onde fica o Ministério da Educação da Albânia. Segundo divulgado pela imprensa local, vários manifestantes foram detidos, sem indicar um número específico.

Nas redes sociais, a vice-primeira-ministra da Albânia, Albana Koçiu, condenou a violência dos protestos: "A violência não foi, não é e nunca será uma solução. Atirar pedras, atacar instituições e a polícia, bem como destruir bens públicos sem sentido, não são formas de expressão da juventude", escreveu.

Movimento estudantil na Europa

A manifestação em Tirana acontece em meio a uma onda de protestos estudantis na Europa. Na França, estudantes do ensino médio e universitários protestam há quatro semanas, pedindo mais professores substitutos e melhor infraestrutura para as escolas, denunciando que a deterioração dos prédios e a superlotação das salas de aula estão prejudicando a educação.

Na última semana, organizadores da mobilização na França indicaram que mais de 450 mil pessoas participaram de manifestações espalhadas pelo país no dia 6 de outubro. Essa é considerada a maior mobilização de estudantes no país em décadas.

O movimento estudantil também ganhou força na Bélgica. Na última sexta-feira (9), centenas de estudantes entraram em confronto com a polícia durante protestos em Bruxelas, capital do país. De acordo com autoridades locais, cerca de 30 mil pessoas participaram da mobilização contra os cortes no orçamento da educação.

Por

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

Belo Horizonte