O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, recusou o convite de Donald Trump para integrar o “Conselho da Paz”, grupo criado pelo presidente dos Estados Unidos para fazer contraposição à Organização das Nações Unidas (ONU) e, a princípio, monitorar a paz na Faixa de Gaza. “Agradecemos o convite, mas recusamos”, afirmou Sánchez.
Como justificativa, o primeiro-ministro apontou a “coerência com o compromisso de Madri com o direito internacional, a ONU [Organização das Nações Unidas] e o multilateralismo” para negar o convite. Sánchez também criticou o fato do conselho não incluir a Autoridade Palestina na lista de representantes convidados para compor o elenco.
Cerca de 60 países foram convidados para compor o “Conselho da Paz”, presidido por Trump, e a Espanha é o quinto a recusar o ingresso, ao lado da França, Noruega, Eslovênia e Suécia. Países como Brasil, China, Rússia e Ucrânia ainda não confirmaram a participação no grupo.
Veja a lista de países que já aceitaram o convite
Até o momento, 23 países aceitaram o convite de Donald Trump para ingressar o Conselho, veja abaixo quais são:
- Armênia
- Arábia Saudita
- Argentina
- Azerbaijão
- Bahrein
- Belarus
- Bulgária
- Catar
- Cazaquistão
- Egito
- Emirados Árabes Unidos
- Hungria
- Indonésia
- Israel
- Jordânia
- Kosovo
- Marrocos
- Mongólia
- Paquistão
- Paraguai
- Turquia
- Uzbequistão
- Vietnã
‘Conselho da Paz’ formado por Trump
O grupo, lançado oficialmente nesta quinta-feira (22) no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, convidou representantes de cerca de 60 países para compor o Conselho e faz uma contraparte direta à ONU, que dizem ter “diversas abordagens para a paz” que “institucionalizam as crises em vez de permitir que as pessoas avancem”
Trump é “o primeiro presidente do Conselho da Paz”, com amplos poderes, e o único autorizado a convidar países a participar, a critério dele. Cada país-membro tem três anos de mandato no grupo e deve pagar US$1 bilhão caso queira permanecer no Conselho.
(Sob supervisão de Alex Araújo)