Espanha anuncia estabilização do incêndio na Região Sul do país
Está previsto que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visite a região na segunda-feira (13); autoridades mantêm o balanço de 12 mortos

Quase 1.500 moradores obrigados a abandonar as próprias casas devido ao incêndio que começou na última quinta-feira (4) no Sul da Espanha poderão retornar neste domingo (12) para as residências, após a estabilização do fogo, que deixou 12 mortos entre as pessoas que tentavam fugir das chamas.
Está previsto que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visite a região nesta segunda-feira (13). Carros carbonizados ainda estão abandonados na província de Almería, após o incêndio que chegou a avançar 100 metros por minuto.
Depois de arrasar 7.000 hectares em um perímetro de mais de 40 quilômetros, o vento favorável e a umidade desse sábado (11) permitiram que os bombeiros começassem a controlar as chamas de um dos incêndios mais letais da história recente da Espanha.
"As condições meteorológicas da noite foram extremamente positivas e (...) podemos dar esta boa notícia da estabilização deste incêndio tão cruel", anunciou neste domingo o presidente do governo regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla.
As pessoas que continuavam desalojadas poderão começar a voltar "de maneira escalonada" para as casas, disse Moreno, que destacou o "princípio do fim do incêndio terrível".
As autoridades mantêm o balanço de 12 mortos e demonstram cautela sobre o número de desaparecidos, aguardando a conclusão das autópsias e as identificações dos corpos encontrados.
O processo sofreu um atraso porque "a coleta de amostras dos familiares está sendo complexa, já que eles estão viajando de outros países", informou o Centro de Integração de Dados em um comunicado.
A Espanha é um país na linha de frente das mudanças climáticas e enfrentou, nos últimos anos, ondas de calor cada vez mais frequentes e prolongadas, com temperaturas que muitas vezes superaram os 40ºC, o que cria condições propícias para grandes incêndios florestais.
Os incêndios devastaram quase 400 mil hectares no ano passado, o maior número registrado no país pelo Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, e provocaram oito mortes.
*Com informações da Agence France-Presse (AFP)
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



