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Escalada no Oriente Médio: Irã anuncia fechamento de Ormuz e bombardeia países do Golfo

Decisão da Guarda Revolucionária ocorre após Washington lançar 140 ataques em território iraniano; Casa Branca diz que trégua acabou e que tráfego na região continua fluindo

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Navios de guerra da Marinha dos EUA no Oriente Médio (imagem ilustrativa) • X / @CENTCOM

A tensão no Oriente Médio atingiu o ápice neste domingo (12) com o anúncio feito pelo Irã do fechamento por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas e petrolíferas mais estratégicas do planeta. Em paralelo ao bloqueio, a Guarda Revolucionária iraniana lançou uma ofensiva massiva com mísseis e drones contra nações vizinhas do Golfo Pérsico aliadas dos Estados Unidos.

A nova onda de hostilidades enterra as expectativas de avanço nas negociações de paz. Segundo o presidente americano, Donald Trump, o cessar-fogo "terminou" após forças iranianas dispararem contra embarcações na região nos últimos dias. Em retaliação, o Comando Central dos EUA (Centcom) realizou cerca de 140 ataques aéreos contra posições iranianas. Trump declarou à imprensa que o país persa foi atingido "muito duramente".

Retaliação iraniana e impacto nos vizinhos

Teerã reagiu de forma agressiva à ofensiva de Washington. A Guarda Revolucionária justificou o bloqueio da via marítima afirmando que "o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso e até o fim das intervenções americanas na região". O assessor militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezai, enfatizou o peso geopolítico da decisão, declarando que o controle daquela passagem "é mais importante do que dezenas de bombas atômicas".

Em território iraniano, explosões foram registradas em Bandar Abbas, Sirik, no Khuzistão e na ilha de Qeshm, que foi alvo de uma nova salva de projéteis mais tarde. Os ataques resultaram na morte de um soldado na cidade de Jask e de um trabalhador do setor de telecomunicações na província de Hormozgã.

Os impactos da resposta militar do Irã reverberaram por vários países da região:

  • Catar: explosões foram ouvidas no emirado e mísseis foram interceptados, deixando três feridos. Teerã alega ter atingido uma base aérea americana no local.

  • Omã: instalações de apoio logístico a porta-aviões dos EUA no porto de Duqm foram atacadas pela Guarda Revolucionária.

  • Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes: também relataram bombardeios. No Kuwait, três postos de fronteira e uma plataforma de petróleo foram alvejados.

  • Jordânia: registrou a queda de três mísseis em seu território, mas sem danos aparentes.

Navio em chamas e impasse internacional

O estopim para o anúncio do bloqueio teria sido a interceptação de um navio que, segundo o Irã, "tentava seguir uma rota não autorizada". De acordo com a agência de segurança marítima britânica (UKMTO), disparos de advertência iranianos perto da península de Musandam (Omã) provocaram um incêndio a bordo da embarcação, forçando a tripulação a abandoná-la.

O Pentágono minimizou a suposta soberania iraniana sobre a rota comercial. O Exército americano contestou o bloqueio, garantindo que "o Irã não controla a passagem" e que o tráfego de navios continua fluindo normalmente. Em tom de ameaça, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o regime de Teerã tomou uma "decisão errada" e "pagará o preço".

Diante do risco iminente de um conflito generalizado, a comunidade internacional acendeu o sinal de alerta. O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo urgente pela retomada das negociações de paz, enquanto o chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, pediu moderação e a desescalada imediata da violência na região.

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Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela Universidade Pontifícia Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Já trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.