Encontro entre EUA e Irã na Suíça é cancelado; veja o que se sabe
Negociações para implementar o acordo entre Washington e Teerã estavam previstas para esta sexta-feira (19), mas foram suspensas

As negociações entre Estados Unidos e Irã previstas para esta sexta-feira (19), na Suíça, foram canceladas. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores suíço após a Casa Branca informar que o vice-presidente americano, JD Vance, desistiu da viagem ao país europeu.
Confira o que se sabe sobre o camuso:
- Por que o encontro entre EUA e Irã foi cancelado?
- O que disse a Casa Branca?
- Qual era o objetivo das negociações?
- JD Vance ainda participará das conversas?
- O que prevê o acordo entre Washington e Teerã?
- Quais são as críticas ao memorando?
- Qual é a posição dos EUA sobre o financiamento ao Irã?
- Como Israel reagiu ao acordo?
Por que o encontro entre EUA e Irã foi cancelado?
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça informou que as negociações que aconteceriam no resort de Burgenstock, na sexta-feira (19), não serão realizadas.
O anúncio ocorreu após a Casa Branca comunicar que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, não viajaria ao país europeu conforme previsto.
O que disse a Casa Branca?
Em comunicado, um porta-voz da Casa Branca afirmou que os detalhes logísticos das negociações ainda não haviam sido concluídos e que a delegação americana permanecia pronta para iniciar as conversas assim que fosse possível.
Segundo o governo americano, a organização do encontro "nunca foi simples ou previsível" e novas informações serão divulgadas quando houver uma definição sobre os próximos passos.
Qual era o objetivo das negociações?
As conversas técnicas tinham como objetivo dar início à implementação do memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra entre os dois países.
JD Vance estava programado para participar de uma cerimônia oficial de assinatura do acordo na Suíça e liderar a equipe americana nas negociações.
JD Vance ainda participará das conversas?
Na quinta-feira (18), o vice-presidente americano afirmou que pretendia viajar para a Suíça, mas reconheceu que a data da cerimônia ainda era incerta.
Ele também declarou que as negociações técnicas deveriam começar neste fim de semana e que planejava liderar a delegação dos Estados Unidos.
Apesar do cancelamento da viagem, a Casa Branca disse que espera que as conversas sejam iniciadas "o mais breve possível".
O que prevê o acordo entre Washington e Teerã?
O memorando firmado entre os dois países estabelece uma série de medidas para encerrar o conflito e iniciar uma fase de negociações.
Entre os principais pontos estão:
- o início de um período de 60 dias de negociações;
- a retomada das exportações de petróleo iraniano;
- a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã;
- mecanismos de monitoramento do cumprimento do acordo.
Quais são as críticas ao memorando?
O acordo enfrenta resistência nos Estados Unidos, inclusive dentro do Partido Republicano.
Críticos afirmam que os termos seriam mais vantajosos para o Irã e que não promovem mudanças significativas em relação ao programa nuclear iraniano.
Também há questionamentos sobre a criação do fundo de US$ 300 bilhões destinado à reconstrução do país.
Qual é a posição dos EUA sobre o financiamento ao Irã?
JD Vance afirmou que os Estados Unidos confiam na capacidade de monitorar os recursos obtidos pelo Irã com a venda de petróleo, de forma a evitar que o dinheiro seja utilizado para financiar grupos considerados terroristas.
O vice-presidente reconheceu, no entanto, que ainda não está definido quem financiará o fundo de reconstrução nem como ele será administrado.
Como Israel reagiu ao acordo?
Um dos pontos do memorando prevê o encerramento dos conflitos em várias frentes, incluindo o Líbano, e a retirada das tropas israelenses do território libanês.
Israel, porém, já sinalizou que não pretende cumprir essa exigência.
JD Vance afirmou que todos os envolvidos precisam respeitar os termos acertados e disse que ações militares israelenses no Líbano prejudicaram as negociações pela paz em diferentes momentos.
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