Drones voltam a sobrevoar a Dinamarca, e União Europeia planeja um 'muro antidrone'
Aeronaves não tripuladas foram vistas perto de bases militares da Dinamarca, país membro Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)

A Dinamarca informou que mais drones não identificados foram avistados durante a madrugada desse sábado (27) próximos a instalações militares. As Forças Armadas não detalham onde as aeronaves não tripuladas foram vistas, mas a polícia local relatou movimento na base aérea de Karup, na região oeste do país, de acordo com o noticiário local.
O episódio escala a recente crise dos drones na Europa, após a Dinamarca anunciar que adquiriria armas de precisão de longo alcance, afirmando que a Rússia é uma ameaça para os próximos anos. Cabe lembrar que o país faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que prevê a defesa por parte dos integrantes, incluindo os Estados Unidos.
O ministro da defesa da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou que a ameaça de drones de origem desconhecida é alta. Os objetos estariam sobrevoando pontos estratégicos de infraestrutura e defesa da União Europeia (UE).
Na última segunda-feira (22), o aeroporto de Copenhague, capital da Dinamarca, chegou a ser fechado por várias horas após grandes drones serem vistos em seu espaço aéreo. Cinco aeroportos menores também foram temporariamente fechados.
Por conta da ameaça, a Dinamarca está instalando radares móveis perto de suas bases militares. O ministro da Justiça, Peter Hummelgaard, afirmou que o país nordico ganhará capacidades de detectar e neutralizar os drones.
A polícia norueguesa também anunciou neste sábado que vai investigar possíveis voos perto da base aérea de Orland, base dos caças F-35 do país. Recentemente, Polônia e Romênia também tiveram seu espaço aéreo invadido por drones. Na sexta-feira (26), ministros da Defesa de diversos países da UE acordaram a criação de um “muro antidrones”.
(Com agências)
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



