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Delta oferece R$ 170 mil a passageiros de avião que 'capotou' no aeroporto de Toronto

Ao todo 80 pessoas estavam no avião que capotou no maior aeroporto de Toronto; 21 passageiros levados ao hospital receberam alta nesta quinta (20)

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As razões para o aparelho ter virado, ou de como perdeu suas asas, ainda são desconhecidas.

A Delta Air Lines está oferecendo cerca de US$ 30.000 (cerca de R$ 170 mil) para cada passageiro a bordo do avião que capotou ao pousar no aeroporto de Toronto no Canadá, na última segunda-feira (17). Havia 80 pessoas a bordo, dos quais 76 passageiros e quatro tripulantes conseguiram sair da aeronave. Ainda conforme a empresa, todos os 21 passageiros que foram levados ao hospital receberam alta na manhã desta quinta-feira (20), informou a companhia aérea.

Um porta-voz da Delta confirmou a informação nessa quarta-feira (19) e que seus representantes estavam informando aos passageiros que a oferta vinha “sem qualquer condição e não afetava seus direitos”.

Segundo à ministra dos Transportes, Anita Anand, uma criança, um homem de cerca de 60 anos e uma mulher na mesma faixa de idade foram levados de helicóptero para hospitais da região devido ao estado grave de saúde. Ainda não estão claras as circunstâncias do acidente, segundo a polícia local. Conforme o Flight Radar, a aeronave é do modelo Mitsubishi CRJ-900LR.

O voo da Delta Air Lines com 80 pessoas a bordo de Minneapolis acabou de cabeça para baixo na pista, e um passageiro descreveu estar pendurado “como morcegos”.

O escritório de advocacia Rochon Genova, de Toronto, afirma que foi contratado por alguns passageiros e suas famílias devido ao pouso forçado, conforme a BBC News. O advogado Vincent Genova disse que o grupo esperava uma "resolução oportuna e justa", destacando que seus clientes "sofreram ferimentos pessoais de natureza grave que exigiram atenção hospitalar".

Em um e-mail para a BBC, o Sr. Genova disse que a indenização de US$ 30.000 é um pagamento "adiantamento" destinado a ajudar as vítimas do acidente aéreo com desafios financeiros de curto prazo, e que a companhia aérea tentará deduzi-lo de quaisquer reivindicações resolvidas posteriormente.

Durante esta semana, após o incidente em Toronto, a tripulação do avião e os socorristas foram elogiados por seu rápido trabalho na remoção de pessoas do veículo destruído.

O incidente ocorreu menos de três semanas após um avião da American Airlines colidir no ar com um helicóptero Black Hawk do Exército dos EUA durante a aproximação ao Aeroporto Nacional Reagan, em Washington DC. As condições do aeroporto de Toronto Pearson, o maior do Canadá, eram de tempo seco e sem vento cruzado no momento em que um jato aterrissou.

Uma das hipóteses para o capotamento levantada por especialistas era de que uma forte rajada de vento cruzado, que bate na lateral da aeronave quando ela está perto de pousar e pudesse ter desestabilizado o avião e provocado o capotamento, mas o bombeiro descartou essa possibilidade.

“O que podemos dizer é que a pista estava seca e não havia condições de vento cruzado”, disse Aitken.

Um usuário do Facebook que diz ser passageiro do voo, John Nelson, publicou um vídeo mostrando o avião acidentado, com a legenda: “Nosso avião se acidentou. Está de cabeça para baixo.” “A maioria das pessoas parece estar bem. Estamos todos descendo”, acrescentou.

"É incrível que ainda estejamos aqui”, diz passageiro

Um passageiro que estava dentro da aeronave disse comentou sobre o acidente e dos momentos de pânico. "É incrível que ainda estejamos aqui”, disse John Nelson à CNN que não sabia que havia algo errado com o avião. Ainda segundo ele, os passageiros notaram rajadas de vento e muita neve na pista conforme eles se aproximavam.

“Quando batemos, foi com muita força, atingiu o solo e o avião foi para o lado”, disse Nelson, acrescentando que viu “uma grande bola de fogo” saindo do lado esquerdo do avião. O homem estava na fileira 10 da aeronave, sentado na frente da asa. Assim que o avião parou, Nelson disse que as pessoas começaram a gritar para sair.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

 

 

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