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Coreia testa sua primeira arma hipersônica desenvolvida com tecnologia nacional

Presidente Lee Jae Myung acompanhou o lançamento do veículo planador hipersônico, em meio ao avanço do programa de mísseis da vizinha Coreia do Norte

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ARMA HIPERSÔNICA COREIA DO SUL
O residente sul-coreano Lee Jae-myung (o terceiro a partir da direita) observando o míssil Hyunmoo-5 na Agência de Desenvolvimento de Defesa (ADD), na Coreia do Sul • HANDOUT / THE BLUE HOUSE / AFP

A Coreia do Sul realizou nesta quinta-feira (08) o primeiro teste de uma arma hipersônica desenvolvida com tecnologia nacional. O lançamento do veículo planador hipersônico (HGV, na sigla em inglês) foi acompanhado pelo presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, segundo o gabinete presidencial.

O equipamento ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento. O teste teve como objetivo verificar tecnologias consideradas essenciais para o funcionamento do sistema, como materiais capazes de suportar temperaturas extremas, sistemas de orientação e controle e a capacidade de realizar manobras irregulares em baixa altitude.

Segundo a Presidência sul-coreana, o veículo atingiu a altitude planejada, se separou do foguete propulsor e completou o voo previsto em velocidade hipersônica. Durante a etapa de planeio, o equipamento realizou mudanças de trajetória tanto na direção vertical quanto na horizontal antes de atingir o ponto determinado como alvo.

Como funciona uma arma hipersônica?

Um veículo planador hipersônico é lançado inicialmente por um foguete, que o leva a grandes altitudes. Depois da separação, o veículo passa a planar em uma altitude mais baixa em direção ao alvo, mantendo velocidade superior a Mach 5, ou seja, pelo menos cinco vezes a velocidade do som.

A combinação entre alta velocidade e capacidade de realizar manobras durante o voo dificulta o acompanhamento da trajetória por sistemas de defesa. Diferentemente de um míssil balístico convencional, cuja trajetória pode ser mais previsível depois da fase de lançamento, o HGV consegue alterar seu percurso durante o deslocamento pela atmosfera.

O governo sul-coreano classificou a tecnologia como um possível ativo estratégico, devido à capacidade de atingir alvos importantes com pouco tempo de reação.

Teste ocorre após lançamento norte-coreano

O anúncio de Seul acontece poucos dias depois de a Coreia do Norte afirmar ter realizado um teste com um míssil hipersônico de alcance intermediário. O lançamento ocorreu em 3 de outubro e foi acompanhado pelo líder norte-coreano, Kim Jong Un, segundo a imprensa estatal do país.

Pyongyang afirmou que o equipamento atingiu um alvo a cerca de mil quilômetros e destacou a capacidade de realizar mudanças de trajetória. A Coreia do Norte também afirmou que o sistema contou com inteligência artificial e seria difícil de interceptar.

Seul e Washington, porém, apresentam uma avaliação diferente sobre o desempenho do armamento norte-coreano. Os dois aliados afirmam que o míssil testado poderia ser detectado e interceptado pelos sistemas de defesa disponíveis.

Corrida tecnológica na Península Coreana

O desenvolvimento ocorre em um cenário de aumento das tensões militares entre as duas Coreias. A Coreia do Norte mantém um programa de desenvolvimento de mísseis balísticos e hipersônicos, enquanto Seul busca ampliar suas próprias capacidades militares.

Após acompanhar o teste, Lee Jae Myung defendeu o avanço do desenvolvimento do sistema e pediu que os pesquisadores acelerem o trabalho para transformar a tecnologia em uma capacidade operacional. O governo sul-coreano ainda não anunciou uma data para a entrada do armamento em serviço.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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