Colômbia registrou mais de 70 réplicas após terremoto; entenda fenômeno
Evento sísmico mais recente, nesta terça-feira (11), teve magnitude 3,8; Serviço Geológico da Colômbia indicou que tremores são esperados e podem durar dias, semanas ou meses

O Serviço Geológico da Colômbia registrou mais de 70 réplicas (tremores secundários), desde o momento em que um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o país nessa segunda-feira (10). O tremor mais recente foi apontado nesta terça-feira (11) e teve magnitude 3,8.
Embora muito menor do que o terremoto inicial, o tremor secundário foi sentido em diversas cidades do país. O epicentro da réplica desta terça-feira (11) localizou-se novamente em San José del Palmar, a uma profundidade de 99 quilômetros.
É esperado que novas réplicas aconteçam, segundo divulgado pelo Serviço Geológico da Colômbia. Dos novos tremores, o maior teve magnitude 4,8.
A autoridade indicou que os tremores podem durar dias, semanas, ou até meses, "à medida que a energia continua sendo liberada até que as áreas ao redor da zona de ruptura do terremoto principal voltem a se equilibrar".
- Após a tragédia, autoridades locais indicam que ao menos 240 pessoas morreram e 570 ficaram feridas no país, enquanto 3 mil estão desaparecidos.

O que são réplicas de terremoto?
Réplicas de terremoto (ou tremores secundários) são abalos sísmicos de menor intensidade que ocorrem na mesma região e ao longo da mesma falha geológica após a ocorrência de um terremoto principal (mainshock).
O fenômeno acontece porque a crosta terrestre continua se ajustando para liberar a tensão residual acumulada após o deslocamento abrupto das placas tectônicas.
- O terremoto principal altera a distribuição de pressão nas rochas ao redor da área de ruptura. As réplicas são o resultado do reacomodamento dessas rochas até atingirem uma nova posição de equilíbrio.
- As réplicas são mais frequentes e intensas nas primeiras horas e dias após o evento principal, diminuindo gradualmente em frequência e magnitude ao longo de semanas, meses ou até anos.
- Se um tremor posterior tiver magnitude superior à do evento considerado principal, ele passa a ser o novo sismo principal, e o tremor anterior é reclassificado como um abalo prévio (foreshock).
As réplicas são consideradas perigosas, entenda:
- Edifícios, pontes e vias já fragilizados pelo primeiro abalo podem desmoronar com tremores de menor intensidade.
- Dificultam o trabalho de emergência nas zonas afetadas e colocam em risco a vida dos socorristas.
- Podem provocar novos deslizamentos de terra, desmoronamentos de encostas e rompimento de tubulações de gás ou água.
Terremoto na Colômbia
- Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), causando destruição em diversas cidades do país.
- Autoridades locais indicam que ao menos 240 pessoas morreram e 570 ficaram feridas no país, enquanto 3 mil estão desaparecidos.
- Ao todo, 61 prédios entraram em colapso.
- O epicentro do tremor ocorreu em San José del Palmar, a uma profundidade de 110 km, segundo a agência geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá, capital do país, e a aproximadamente 150 km de Medellín e de Cali.
- O terremoto foi o mais forte registrado na Colômbia na última década, de acordo com o Serviço Geológico do país.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



