Colômbia encerra votação do 2º turno e aguarda definição do novo presidente
Mais de 41 milhões de pessoas estavam aptas a participar do pleito deste domingo (21)

A votação do segundo turno da eleição presidencial na Colômbia foi encerrada às 18h, no horário de Brasília, neste domingo (21). Mais de 41 milhões de pessoas estavam aptas a participar do pleito.
O candidato de direita Abelardo de la Espriella disputa a Presidência com o candidato de esquerda Iván Cepeda. Será eleito o candidato que obtiver o maior número de votos, independentemente de ultrapassar ou não 50% do total. O vencedor assumirá o cargo em 7 de agosto de 2026, quando substituirá Gustavo Petro.
O cenário político
Quem quer que seja eleito o próximo presidente da Colômbia na votação deste domingo terá margem limitada para implementar sua agenda econômica diante de problemas fiscais crescentes e um Congresso dividido.
A recuperação econômica da Colômbia pós-Covid tem dependido fortemente do consumo, do aumento dos salários e dos gastos públicos. O investimento privado continua fraco e os setores de petróleo e mineração perderam impulso.
A economia da Colômbia cresceu 2,6% no ano passado, ficando abaixo da média pré-pandêmica de 4%, segundo dados oficiais. Apesar de pequenos aumentos em 2024 e no ano passado, o investimento privado permanece abaixo dos níveis pré-Covid, após uma forte contração de 13,4% em 2023, o primeiro ano completo de Petro no poder.
A dívida pública da Colômbia é de cerca de 60% do PIB. Analistas e agências de recomendação de risco afirmam que a fraca arrecadação do governo e os gastos elevados dificultarão o cumprimento da meta de déficit fiscal de 5,3% do PIB neste ano.
O próximo presidente também terá que enfrentar os desafios de segurança: recuperar o controle territorial dos grupos governamentais armados ilegais, ao mesmo tempo que trabalha para reduzir a violência e outros obstáculos da segurança pública, dizem analistas.
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