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Cientistas afirmam que mudanças climáticas aumentaram mortes evitáveis nos últimos anos

O estudo afirma que parte dos óbitos não teria acontecido com estratégias adequadas de combate ao clima extremo

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Onda de calor: cidade do Norte de MG é a mais quente do Brasil nesta terça; veja lista • Fernando Frazão | Agência Brasil

Um estudo publicado em maio na revista científica Temperature aponta que o clima extremo aumentou o número de mortes evitáveis nos últimos anos. Cientistas coletaram dados de mortalidade na Índia entre 2001 e 2019 e identificaram mais de 34 mil óbitos ligados a calor e frio intensos.

Os pesquisadores escolheram o país para a realização do estudo por sua combinação de vulnerabilidades, como alta densidade populacional, pobreza, urbanização desordenada e mudanças climáticas aceleradas.

Uma das conclusões da pesquisa é que a infraestrutura urbana e a proteção social pode ser um escudo contra as variações térmicas. A justificativa é que a mortalidade foi maior em estados com menor urbanização e menor gasto público social.

Os autores apontam que parte dessas mortes poderia ter sido evitada com estratégias adequadas, conforme divulgado pela Agência Einstein.

As consequências no Brasil

“Estima-se que, até 2030, as mudanças climáticas poderão causar cerca de 250 mil mortes adicionais por ano, principalmente devido a doenças respiratórias”, afirma.

Confira recomendações para manter uma boa saúde respiratória em contextos de clima extremo:

  • Mantenha a carteira de vacinação atualizada, especialmente para doses contra Covid-19 e gripe;
  • Adote hábitos saudáveis de alimentação e pratique exercícios físicos regularmente;
  • Beba água na proporção de um litro para cada 20 quilos de peso corporal;
  • Priorize noites adequadas de sono;
  • Evite fumar, consumir álcool em excesso ou usar drogas ilícitas;
  • Controle as condições emocionais e psiquiátricas, como ansiedade e depressão;
  • Monitore comorbidades, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares

As mudanças climáticas também podem contribuir para o aumento de doenças infecciosas, como as transmitidas pelo Aedes aegypti, e para a saúde cardiovascular, segundo especialistas ouvidos pela Ebserh.

* Com informações de Agência Gov e Agência Einstein

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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