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Cadáveres não identificados: mais de 200 corpos de migrantes seguem anônimos no Panamá

Os corpos de migrantes que iam para os EUA estão enterrados em vários cemitérios do Panamá sem identificação

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Migrantes com crianças nos ombros caminham pela selva perto da cidade de Bajo Chiquito, primeiro controle de fronteira da província de Darién, Panamá, em 22 de setembro de 2023
Migrantes com crianças nos ombros caminham pela selva perto da cidade de Bajo Chiquito, primeiro controle de fronteira da província de Darién, Panamá, em 22 de setembro de 2023 • AFP/Arquivos

Cadáveres de mais de 200 migrantes que viajavam rumo aos Estados Unidos permanecem sem identificação no Panamá, informaram as autoridades panamenhas nesta quarta-feira (27).

"Nós temos aproximadamente 220 restos humanos que foram enterrados ou inumados em cemitérios, estamos falando de cadáveres quase completos", afirmou à AFP o diretor do Instituto de Medicina Legal, José Vicente Pachar.

Segundo ele, esses corpos foram encontrados "em estado de decomposição" em rios ou trilhas do Darién, uma região de selva do país.

Identificação

Ele explica ainda que foi extraído material desses corpos para tentar identificá-los e uma equipe de especialistas forenses argentinos deve chegar ao Panamá nos próximos meses para auxiliar no processo.

Caso um resto seja identificado, as autoridades panamenhas entrarão em contato com os familiares ou com o governo do seu país para uma eventual repatriação.

"Sonho americano"

Todos os anos, milhares de migrantes tentam atravessar a perigosa selva de Darién, que conecta a América do Sul com a América Central, e muitos morrem devido a animais selvagens, rios turbulentos e gangues criminosas.

Nos últimos três anos, foram mais de um milhão de migrantes em busca do "sonho americano". A maioria deles venezuelanos, mas também é comum encontrar haitianos, equatorianos, colombianos e chineses, além de migrantes de outros países asiáticos e africanos.

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Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo