Brasil condena ataques de Israel contra a Palestina na Corte de Haia
Declaração acontece em meio à crise diplomática por fala de Lula associando genocídio de palestinos ao Holocausto

O governo brasileiro condenou novamente a invasão de territórios palestinos por Israel. Dessa vez, a declaração foi dada nesta terça-feira (20), durante uma audiência na Corte Internacional de Justiça, em Haia - tribunal encarregado de julgar os crimes de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de agressão e crimes de guerra.
A delegação do Itamaraty afirmou que as ocupações e violações cometidas por Israel "não podem ser aceitas ou normalizadas pela comunidade internacional". "O Brasil espera que o tribunal reafirme que a ocupação israelense dos territórios palestinos é ilegal e viola obrigações internacionais", disse a representante brasileira Maria Clara Tusco, chefe da divisão da ONU no Itamaraty.
Em 2022, a Corte Internacional de Justiça, instância máxima da Organização das Nações Unidas (ONU), foi acionada para se posicionar sobre a situação da Palestina, após um pedido da Assembleia Geral da ONU. São 54 nações inscritas para discursar sobre o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
Brasil reafirma críticas em meio à crise diplomática
A reafirmação da posição brasileira acontece em meio a uma crise diplomática envolvendo o país e Israel. No domingo (18), durante o último dia de agenda na Etiópia, Lula classificou o confronto entre Israel e o Hamas como um ‘genocídio’, e chegou a comparar os ataques de Israel com atitudes de Hitler contra o povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial.
“Sabe, o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino, não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse o presidente.
A afirmação gerou retaliações por parte do governo de Benjamin Netanyahu. O chanceler israelense Israel Katz informou, na segunda-feira (19), que Lula é considerado uma “persona non grata” no país, após a declaração.
Mesmo depois de ser criticado pelo governo de Israel e por entidades ligadas ao povo judeu, o presidente Lula manteve a posição sobre o conflito e não se retratou sobre a fala. Ainda na segunda, Lula chamou o embaixador do Brasil em Tel Aviv, Frederico Meyer, para retornar ao país.
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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


