Bispo é assassinado em casa episcopal de Moçambique; CNBB presta solidariedade
Dom Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane, foi morto a tiros dentro da residência episcopal

Dom Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane, em Moçambique, foi assassinado no último sábado (6), na casa episcopal da diocese da cidade. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) prestou solidariedade ao religioso nesta segunda-feira (8).
Segundo informações do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), o bispo foi atingido mortalmente por um disparo de arma de fogo do tipo AKM, no peito, alegadamente a curta distância.
O corpo de Dom Osório foi encontrado no corredor do Palácio Episcopal da cidade. De acordo com autoridades locais, os autores do crime teriam violado a cerca elétrica da diocese.
"Neste momento de dor, elevamos nossas orações ao Senhor da Vida para que acolha Dom Osório em sua paz eterna e conceda conforto, esperança e fortaleza à Diocese de Quelimane, à Arquidiocese da Beira, ao episcopado de Moçambique, aos familiares e a todos os fiéis que choram sua partida", destacou a CNBB.
Além de bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso era secretário-geral da Conferência Episcopal de Moçambique e administrador apostólico da Arquidiocese da Beira.
"Dom Osório Citora Afonso dedicou sua vida ao anúncio do Evangelho e ao serviço da Igreja, tendo exercido importantes missões pastorais em seu país e junto ao Dicastério para a Evangelização. Seu testemunho de fé, entrega e compromisso eclesial permanecerá vivo na memória do povo de Deus", escreveu a Confederação.
De acordo com a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), nesta sexta-feira (12), às 9h, será celebrada, na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, Sé Catedral de Quelimane, a missa de corpo presente, presidida pelo núncio apostólico em Moçambique, Dom Luís-Miguel Muñoz Cárdaba.
Segundo comunicado da CEM, após a celebração, a urna contendo os restos mortais de Dom Osório será levada para a Arquidiocese de Nampula, onde ocorrerão o funeral familiar e o sepultamento do corpo, no Cemitério do Clero da arquidiocese da cidade.
André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.
