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Atirador de Trump teria comprado 50 cartuchos de munição horas antes de comício

Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, foi rejeitado no clube de tiro por ser um 'péssimo atirador' e era vítima de bullying na escola; jovem foi morto após ataque

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Rejeitado no clube de tiro e vítima de bullying na escola: Thomas Matthew Crooks, que tentou matar Trump. • Reprodução / CNN / REBECCA DROKE/AFP

Thomas Matthew Crooks, atirador que tentou matar Donald Trump durante um comício no último sábado (13), teria comprado 50 cartuchos de munição horas antes do evento. O homem utilizou um rifle do tipo AR-15, que teria sido comprado originalmente pelo seu pai.

Crooks disparou várias vezes de um telhado, a cerca de 130 metros do palco onde o ex-presidente dos Estados Unidos discursava. Segundo informações do New York Post, o atirador disparou ao menos oito vezes em direção ao comício. Trump levou um tiro de raspão na orelha. Outras duas pessoas foram atingidas: uma morreu e outra está em estado grave.

Quem era Thomas Matthew Crooks?

Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, se formou na Bethel Park High School em 2022. Durante os anos de formação, o jovem foi um dos vários estudantes premiados por matemática e ciências, segundo uma reportagem do Tribune-Review na época. Thomas Crooks não estava portando documento de identificação no momento do ataque, por isso os investigadores tiveram que identificá-lo através de exames de DNA e reconhecimento facial, segundo o FBI.

De acordo com a imprensa americana, Crooks estava usando uma camiseta do "Demolition Ranch", canal do YouTube conhecido por seu conteúdo sobre armas e demolição. O canal tem milhões de inscritos apresentando vídeos sobre diferentes armas e dispositivos explosivos.


Área em que ocorreu o comício do ex-presidente Donald TrumpOs colegas de classe de Crooks afirmam que o jovem tentou entrar na equipe de tiro da escola, mas foi rejeitado porque não era um bom atirador. As informações foram confirmadas por um colega de classe à ABC News. “Ele não apenas não entrou no time, como também foi convidado a não voltar porque, por ser um péssimo arremessador, isso foi considerado perigoso”, disse Jameson Myers.

Segundo Jason Kohler, que diz ter frequentado a mesma escola secundária que Crooks, ele era vítima de bullying na escola e ficava sozinho na hora do lanche. Outros estudantes zombavam dele pelas roupas que usava, incluindo as roupas de caça.

"Ele era vítima de bullying quase todos os dias”, disse Kohler aos repórteres. “Ele era apenas um excluído, e você sabe como as crianças são hoje em dia".

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.