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Atentado com bombas mata 7 pessoas e deixa outras 20 feridas na Colômbia

Tensões crescem no país sul-americano com chegada das eleições presidenciais, previstas para o dia 31 de maio

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Pessoas observam destroços de veículo destruído após ataque na Colômbia
Pessoas observam destroços de veículo destruído após ataque na Colômbia • Francisco Calderon / AFP

Um ataque com bombas deixou ao menos sete mortos e 20 feridos neste sábado (25), em Cajibío, no departamento de Cauca, região marcada pela forte presença de grupos guerrilheiros na Colômbia. O atentado ocorre em meio a uma série de ações violentas no país e a pouco mais de um mês das eleições presidenciais, segundo autoridades.

A explosão aconteceu em uma estrada e atingiu diversos veículos que trafegavam pelo local. De acordo com as autoridades, o ataque é atribuído a dissidentes das extintas Farc que não aderiram ao acordo de paz firmado em 2016 e seguem atuando de forma armada no país.

“Foi acionado um artefato explosivo, deixando sete civis mortos e mais de 20 feridos, vários em estado grave”, afirmou o governador de Cauca, Octavio Guzmán, em publicação na rede social X (antigo Twitter). Ele também divulgou um vídeo que mostra vítimas caídas no chão e veículos destruídos após a explosão.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a via com crateras e danos severos. Testemunhas relataram que pessoas foram arremessadas a vários metros de distância devido à força do impacto.

Presidente Gustavo Petro classifica ações como 'terroristas'

"Os que atentaram e mataram [...] são terroristas, fascistas e narcotraficantes", escreveu o presidente Gustavo Petro em publicação no X. "Quero os melhores soldados para enfrentá-los", acrescentou. Petro apontou como responsável Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, a quem compara com o barão da cocaína Pablo Escobar. Após chegar ao poder em 2022, Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com as principais organizações armadas, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos.

Na sexta-feira (24), um atentado contra uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, deixou dois feridos e deu início a uma série de ataques nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Nos últimos dois dias, foram registrados 26 ataques nesses departamentos, segundo Hugo López, comandante das forças militares. Em 2025, atentados violentos contra a força pública nessa mesma região deixaram civis mortos e marcaram a pior onda de violência do país na última década. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, assegurou neste sábado que a presença militar e policial foi reforçada na área para fazer frente aos ataques.

Tensão cresce com chegada das eleições

A ofensiva aumenta o clima de tensão enquanto se aproxima a eleição presidencial de 31 de maio, na qual a segurança é um dos temas centrais, depois do assassinato do pré-candidato de direita Miguel Uribe, baleado durante um comício em junho de 2025. O herdeiro político do presidente de esquerda Gustavo Petro, o senador Iván Cepeda, é o favorito para o pleito, seguido pelos conservadores de direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, segundo as pesquisas. Os três denunciaram que receberam ameaças de morte e contam com fortes esquemas de segurança.

Na Colômbia, é comum que os grupos armados, que se financiam com atividades ilícitas como o narcotráfico, o garimpo ilegal e a extorsão, tentem exercer uma pressão violenta sobre o pleito presidencial.

*Com informações da AFP

(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.