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Ataques russos em plena luz do dia deixam 14 mortos na Ucrânia

No campo diplomático, chanceler criticou duramente a postura de Moscou, classificando ataques como a resposta russa à proposta ucraniana de uma trégua de Páscoa

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Diante do perigo, parte da população da capital buscou abrigo em estações de metrô e porões • SERHII OKUNEV / AFP

Uma nova escalada na ofensiva russa resultou na morte de 14 pessoas nesta sexta-feira, em uma rara série de ataques aéreos diurnos contra diversas regiões da Ucrânia. Segundo informações da força aérea ucraniana, o Exército russo mobilizou mais de 500 drones e dezenas de mísseis na operação, confirmando uma tendência de aumento nas incursões durante o dia, que historicamente ocorriam sob a proteção da noite.

O presidente Volodymyr Zelensky acusou o Kremlin de intensificar a violência propositalmente às vésperas da Páscoa. De acordo com o governador Mykola Kalashnyk, somente na região de Kiev, uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas. A primeira-ministra Yulia Svyrydenko detalhou que um drone atingiu um edifício residencial em Obukhiv, enquanto outro ataque em Vyshnev causou danos em casas localizadas entre um jardim de infância e uma escola. Diante do perigo, parte da população da capital buscou abrigo em estações de metrô e porões, embora muitos moradores tenham demonstrado uma indiferença resiliente ao permanecerem em cafés durante o soar das sirenes de alerta.

O rastro de destruição se estendeu por todo o território ucraniano. Autoridades confirmaram três mortes na região de Sumy, além de duas vítimas fatais nas áreas de Yitymyr e Dnipropetrovsk. Outras oito pessoas perderam a vida em ataques que atingiram Kharkiv, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia. Além das perdas humanas, a operadora Ukrenergo reportou cortes emergenciais de energia em várias localidades devido aos danos na infraestrutura.

No campo diplomático, o chanceler Andriy Sybiga criticou duramente a postura de Moscou, classificando os ataques como a resposta russa à proposta ucraniana de uma trégua de Páscoa. Embora Zelensky tenha manifestado abertura para um cessar-fogo religioso no início da semana, o Kremlin alegou não ter recebido propostas formais claras. Enquanto Kiev sustenta que a Rússia prolonga o conflito para anexar territórios e não possui interesse real na paz, o governo russo mantém a negativa de que civis sejam alvos militares.

Buscando romper o impasse, Zelensky convidou emissários dos Estados Unidos para atuarem como mediadores em conversas diretas em Kiev. O plano sugerido pelo líder ucraniano prevê que o grupo americano visite a Ucrânia e, posteriormente, siga para Moscou, servindo como alternativa a reuniões técnicas trilaterais. Contudo, a iniciativa enfrenta o desafio de Washington estar atualmente com as atenções voltadas para o conflito no Oriente Médio.

Em paralelo aos esforços diplomáticos, Zelensky visitou países daquela região na última semana, firmando acordos de defesa com Catar e Arábia Saudita. A guerra, iniciada em fevereiro de 2022 pela invasão russa, já se consolidou como o conflito mais letal no continente europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Com informações de AFP

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