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Em meio a tensões com Trump, UE e México reforçam laços comerciais

Novos acordos ampliam comércio, investimentos e cooperação em áreas estratégicas como minerais críticos

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Imagem do México • Banco de imagens/ Unsplash

A União Europeia e o México assinaram nesta sexta-feira (22) novos acordos que aprofundam sua parceria comercial e política, em uma aposta no multilateralismo e na redução de barreiras tarifárias. O movimento ocorre em meio a tensões geopolíticas e econômicas envolvendo o governo dos Estados Unidos sob Donald Trump.

Segundo autoridades europeias, os acordos representam uma “declaração geopolítica” em favor do comércio baseado em regras, da sustentabilidade e da cooperação internacional. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a iniciativa reforça o compromisso com “o comércio justo e a prosperidade compartilhada”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também participou da assinatura realizada na Cidade do México, ao lado da presidente mexicana Claudia Sheinbaum.

O comissário europeu para Comércio, Maroš Šefčovič, destacou que a modernização do acordo busca ampliar a previsibilidade das cadeias de suprimentos e criar novas oportunidades para empresas e investidores. Ele também ressaltou o avanço na cooperação em minerais críticos, área em que o México tem papel estratégico como fornecedor de matérias-primas essenciais.

A parceria entre UE e México existe desde 2000, mas passou por uma longa revisão para atualização do marco regulatório. Agora, o novo pacote inclui dois instrumentos: um acordo de associação e um acordo comercial.

O acordo comercial prevê redução significativa de tarifas, ampliação do acesso a mercados de compras públicas e abertura para investimentos e serviços. Também estão previstas reduções de tarifas em setores como máquinas, farmacêuticos e equipamentos de transporte, além da proteção de indicações geográficas europeias no mercado mexicano.

Atualmente, mais de 43 mil empresas europeias exportam para o México, enquanto cerca de 11 mil companhias da UE atuam no país. No período de 25 anos do acordo anterior, o comércio bilateral quadruplicou. Os novos compromissos também incluem cláusulas sobre direitos trabalhistas, meio ambiente, mudanças climáticas e combate à corrupção, além da previsão de mecanismos de resolução de disputas e diálogo em áreas como direitos humanos, segurança e justiça.

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