Um ataque com míssil deixou dezenas de feridos e causou danos a prédios no norte de Israel na noite desta quinta-feira (12), no horário de Brasília, madrugada de sexta-feira (13) no horário local. O incidente ocorreu enquanto o Irã anunciava uma nova onda de lançamentos de mísseis contra o território israelense.
Segundo autoridades israelenses, o projétil atingiu diretamente uma estrutura na cidade árabe de Zarzir. O impacto provocou danos em diversas residências e iniciou um incêndio que foi posteriormente controlado pelo Corpo de Bombeiros.
Equipes de resgate foram mobilizadas para atender os feridos. O serviço de emergência israelense informou que cerca de 30 pessoas receberam atendimento médico, a maioria com ferimentos leves. Entre os feridos estão uma mulher de 34 anos, em estado moderado após sofrer um ferimento por estilhaços nas costas, e uma jovem de 17 anos que se machucou com estilhaços de vidro. Ambas foram encaminhadas para hospitais da região.
“Quando chegamos ao local, vimos danos em várias casas e vidros quebrados”, relatou o paramédico Eran Abo, do serviço de emergência israelense Magen David Adom. Imagens divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram um prédio parcialmente destruído, um carro danificado e destroços espalhados pela rua. O ataque ocorreu após o acionamento de sirenes de alerta no norte de Israel. O Exército israelense informou ter detectado mísseis lançados a partir do Irã.
Mais cedo, autoridades iranianas haviam anunciado uma nova ofensiva contra Israel. Segundo a emissora estatal iraniana IRIB, o ataque teria ocorrido simultaneamente a uma ação do Hezbollah, que lançou projéteis a partir do sul do Líbano. Nos últimos dias, tanto o Irã quanto o Hezbollah, grupo armado apoiado por Teerã e sediado no Líbano, intensificaram os ataques contra o território israelense.
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Escalada do conflito
O atual conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Outras autoridades de alto escalão do regime iraniano também morreram na operação. Segundo Washington, diversos alvos militares do país foram destruídos, incluindo navios, sistemas de defesa aérea e aeronaves.
Em resposta, o Irã realizou ataques contra vários países da região, entre eles Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades iranianas afirmam que os alvos são interesses dos Estados Unidos e de Israel nesses países.
De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca confirmou ao menos sete mortes de soldados americanos diretamente relacionadas aos ataques iranianos.
Ampliação da guerra para o Líbano
O conflito também se estendeu ao Líbano. O Hezbollah iniciou ataques contra Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando o governo israelense a realizar bombardeios contra alvos do grupo no país vizinho. Desde então, centenas de pessoas morreram em território libanês.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do regime escolheu como novo líder supremo Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Analistas avaliam que sua ascensão representa continuidade da linha política e da repressão do regime.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a escolha e afirmou que Mojtaba Khamenei seria “inaceitável” para liderar o país, classificando a decisão como um “grande erro”.