Após Papa, Milei se reúne com presidente da Itália e com premiê Giorgia Meloni
Presidente argentino se reuniu com lideranças políticas da Itália

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, recebeu nesta segunda-feira (12), em Roma, seu homólogo da Argentina, Javier Milei.
De acordo com comunicado do Palácio do Quirinale, sede da Presidência da República, o ministro das Relações Exteriores e vice-premiê italiano, Antonio Tajani, também participou do encontro.
A reunião ocorreu logo após a visita de Milei ao Vaticano, onde ele teve uma conversa de uma hora com o papa Francisco.
Segundo fontes, o cara a cara com Mattarella foi "informal" e serviu para reiterar o desejo de reforçar os laços entre os dois países. A relação entre União Europeia e Mercosul, que negociam um acordo de livre comércio, também foi tema da conversa.
Encontro com premiê
O presidente argentino ainda se reuniu nesta segunda-feira com a premiê da Itália, Giorgia Meloni, também em Roma. (ANSA)
O encontro ocorreu na sequência das audiências do mandatário ultraliberal com o papa Francisco, no Vaticano, e com o presidente italiano, Sergio Mattarella, também em Roma.
"Hoje recebi o presidente da República Argentina, Javier Milei. Um encontro positivo, no qual dialogamos sobre o desenvolvimento de novas parcerias em setores chave para nossas economias, como energia, infraestrutura e agroalimentar", escreveu Meloni nas redes sociais.
"Itália e Argentina ostentam uma profunda ligação histórica e cultural, que esperamos que possa prosseguir para uma renovada cooperação em diversos âmbitos", acrescentou a premiê.
Milei e Meloni não deram declarações à imprensa, e o líder argentino foi aclamado por um grupo de apoiadores que o aguardavam diante do Palácio Chigi.
"Ele ama os animais, se encontra um cachorro a primeira coisa que faz é parar para dar um carinho", disse Beatrice Rodríguez, argentina que vive há anos em Roma e levou um cartaz com a frase: "Milei, votei em você, amo os animais".
Já Lorenzo, residente em Trento, no norte da Itália, viajou à capital especialmente para ver o presidente e o definiu como "um grande economista" e "a única pessoa que pode mudar um país que está em cinzas".
"A motosserra é um símbolo de grande mudança, não de violência", acrescentou.


