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Acusados pelo atentado de 11 de Setembro fecham acordo e evitam a pena de morte

Os EUA chegaram a um acordo judicial com o suposto mentor do 11 de setembro e dois outros réus; termos negociados não foram divulgados pelo Pentágono

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Torres Gêmeas pegam fogo após serem atingidas por aviões no dia 11 de setembro de 2001
Torres Gêmeas pegam fogo após serem atingidas por aviões no dia 11 de setembro de 2001 • STAN HONDA / AFP

O departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou que chegou a um acordo com três homens acusados pelo atentado terrorista de 11 de setembro, encerrando um processo que se arrastava há mais de 12 anos em uma comissão militar em Guantánamo.

Khalid Shaikh Mohammed, Walid Bin Attash e Mustafa al Hawsawi fizeram um acordo com Susan Escallier, responsável pelas comissões militares localizadas em território cubano onde o caso tramita, nessa quarta-feira (31). Os termos negociados e as condições acertadas “não estão disponíveis para o público nesse momento”, disse o Pentágono por meio de nota.

Segundo o jornal The New York Times, os réus aceitaram admitir serem culpados por conspiração em troca de uma sentença de prisão perpétua. Se fossem a julgamento, poderiam receber a pena de morte.

O paquistanês Mohammed, também conhecido como KSM, é apontado como o cérebro do plano terrorista que matou quase 3.000 pessoas. Ele teria proposto o sequestro de aviões ao então líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, e supervisionado todo o planejamento da operação.

O saudita al Hawsawi, por sua vez, foi acusado de ajudar alguns dos sequestradores com dinheiro e viagens. Ele com frequência deixa de ir a audiências do processo em Guantánamo porque, segundo a defesa, tem dificuldade para ficar sentado em decorrência da tortura sofrida, que seus advogados classificam como estupro.

Também saudita, bin Attash foi acusado de treinar os sequestradores para lutarem corpo a corpo, testar métodos para entrar em um avião carregando facas e pesquisar voos. Um quarto acusado, Ammar al-Baluchi, sobrinho de KSM, não foi mencionado no anúncio. Ele é acusado de transferir dinheiro para alguns dos sequestradores dos aviões quando morava nos Emirados Árabes Unidos.

Conversas em torno da possibilidade de um acordo entre os réus e a procuradoria avançaram durante o governo Joe Biden. A ideia era que os homens se declarassem culpados em troca de uma sentença de prisão perpétua (em vez da pena de morte), maior contato com suas famílias e um tratamento para as sequelas sofridas por anos de tortura.

Eles são acusados de terrorismo, conspiração e assassinato de civis, entre outros crimes. Segundo o indiciamento, todos eles ajudaram de alguma forma os 19 sequestradores nos dois aviões lançados contra o World Trade Center, no que se chocou com o Pentágono e no que caiu em um campo na Pensilvânia após um embate com os passageiros, causando a morte de 2.976 pessoas.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.