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Acordo de paz entre EUA e Irã pode sair hoje? Veja o que os países dizem sobre fim da guerra

Negociadores iranianos estão no Catar para continuar com as discussões diplomáticas; países vivem sob um cessar-fogo frágil desde abril

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Uma pessoa observa, do telhado de um prédio, uma coluna de fumaça que se eleva após um ataque à capital iraniana, Teerã, em 3 de março de 2026
Teerã, capital do Irã, sendo bombardeada em 3 março deste ano • AFP

Autoridades do Irã e dos Estados Unidos sinalizaram, nos últimos dias, que as negociações para um acordo de paz estão progredindo. Os países estão em guerra desde 28 de fevereiro deste ano, quando Washington, com apoio de Israel, comandou um ataque aéreo em Teerã, capital do país pesa.

O último fim de semana foi marcado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. No sábado (23), o republicano afirmou que um acordo mais amplo já havia sido "em grande parte negociado".

O principal negociador iraniano e o ministro das Relações Exteriores do país estão no Catar para continuar com as discussões diplomáticas.

Um cessar-fogo frágil entre os países está em vigor desde 8 de abril. Confira nesta reporagem o que cada país envolvido no conflito disse sobre a possibilidade de um acordo de paz definitivo.

Estados Unidos

Após declarar que um acordo mais amplo com Irã já havia sido "em grande parte negociado", Donald Trump afirmou, no sábado (23), que os detalhes finais seriam anuniados "em breve".

A declaração foi feita em uma postagem na rede social Truth Social, em que Trump divulgou que conversou com líderes do Golfo, juntamente ao Paquistão, sobre a guerra contra o Irã e a respeito de um "Memorando de Entendimento sobre a Paz", que criará um roteiro para resolver as questões pendentes.

O republicano ainda escreveu na publicação que a abertura do Estreito de Ormuz está entre os elementos do acordo.

No domingo (24), o presidente norte-americano afirmou que os EUA não "se precipitarão em um acordo" com o Irã, acrescentando que o bloqueio imposto aos portos iranianos permanecerá em "plena força e efeito" até que um entendimento seja alcançado.

Um alto funcionário do governo americano disse à CNN Internacional que um "acordo-quadro" entre os EUA e o Irã concede aos países "60 dias para chegarem a um acordo final".

Donald Trump ainda disse no domingo (24) que, se fechar um acordo com o Irã, será diferente do que foi feito durante o governo do ex-presidente Barack Obama: "É exatamente o oposto, mas ninguém o viu ou sabe como será".

Nesta segunda-feira (25), o secretário de Estado Marco Rubio, pontuou que as negociações "ainda estão em andamento", acrescentando que havia "algo bastante sólido sobre a mesa" em relação à possibilidade de o Irã abrir o Estreito de Ormuz e iniciar "uma negociação significativa e com prazo determinado sobre questões nucleares".

Trump também destacou que as negociações estão "progredindo bem", mas alertou que as operações militares podem ser retomadas se um acordo não for alcançado.

Irã

A Tasnim, agência de notícias estatal  do Irã, informou no domingo (24), que o país não concordou com nenhuma nova medida relacionada ao seu programa nuclear como parte das negociações.

Apesar disso, autoridades iranianas disseram que as negociações tiveram progresso. O Ministério das Relações Exteriores do Irã comentou nesta segunda que um "grau de entendimento" foi alcançado com os EUA em muitas questões, mas ressaltou que um acordo não é iminente.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.