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Wikileaks: Assange defende liberdade de informação para evitar extradição aos EUA

A acusação norte-americana se baseia na divulgação de documentos confidenciais relacionados a guerra Iraque e Afeganistão

Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, enfrenta um julgamento no Reino Unido para evitar sua extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de espionagem e pode ser condenado a 175 anos de prisão por divulgar documentos confidenciais.

Aos 52 anos, ele não compareceu ao segundo dia de audiências na Justiça, nesta quarta-feira (21), alegando indisposição de saúde. Ontem (20), seu advogado, Edward Fitzgerald, defendeu a liberdade de informação do WikiLeaks e alegou motivações políticas na extradição.

Os EUA argumentam que Assange colocou vidas em perigo ao publicar nomes de fontes de informação sensíveis. O WikiLeaks expôs detalhes operacionais e identidades de pessoas que colaboravam com as forças norte-americanas em operações secretas.

A acusação se baseia na divulgação de documentos confidenciais relacionados às atividades militares e diplomáticas dos EUA, principalmente na guerra do Iraque e Afeganistão, a partir de 2010.

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A defesa de Assange argumenta que ele estava exercendo o jornalismo e a liberdade de imprensa ao revelar informações de interesse público, expondo atividades governamentais questionáveis.

Por que Assange está preso no Reino Unido?

Nascido na Austrália, Julian Assange está preso no Reino Unido por violar as condições de sua fiança. Em 2010, ele enfrentou acusações de agressão sexual na Suécia.

Assange buscou refúgio na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia. Durante esse período, em 2012, o fundador do WikiLeaks violou as condições de sua fiança no Reino Unido ao buscar asilo na embaixada equatoriana.

Assange permaneceu na embaixada do Equador durante sete anos, em Londres, até ser expulso e preso pela polícia britânica em abril de 2019.

Ele foi detido por violar as condições da fiança e, desde então, está sob custódia no Reino Unido. Ou seja, oficialmente, a prisão na Inglaterra não está diretamente ligada às atividades do WikiLeaks.

Os Estados Unidos solicitaram sua extradição para enfrentar acusações relacionadas à divulgação de documentos confidenciais pelo WikiLeaks. A ação é objeto de controvérsia e debate legal.

Em janeiro de 2021, um tribunal britânico rejeitou, em um primeiro momento, o pedido de extradição para os Estados Unidos. No entanto, a apelação americana fez com que a Justiça britânica anulasse a decisão e abrisse caminho para a extradição

No início de fevereiro, a relatora especial da ONU sobre a tortura, a advogada australiana Alice Jill Edwards, pediu ao governo britânico a “suspensão da iminente extradição de Julian Assange”.

A esposa de Assange alertou sobre o estado de saúde frágil do marido, tanto física quanto mentalmente, após 4 anos de prisão.

*Com informações da AFP

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Formado em Jornalismo pela UFMG, com passagens pelo jornal Estado de Minas/Portal Uai. Hoje, é repórter multimídia da Itatiaia.
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