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Titanic: colar de ouro com dente de tubarão pré-histórico é encontrado em navio; veja

Dono de acessório desaparecido há um século será identificado em breve

A varredura digital no Titanic revelou histórias de tirar o fôlego. A inteligência artificial mostrou que ainda existem garrafas de champanhe fechadas, sapatos e outros objetos no fundo do Oceano Atlântico - a 400 milhas do Sul do Canadá - onde estão os destroços do navio. No entanto, na última semana, um novo item foi identificado no fundo do mar. Trata-se de um colar de ouro com um dente de tubarão pré-histórico.

Através do mapeamento, a Magellan, que tem sede em Guernsey, notou que uma corrente de ouro está no meio dos destroços da embarcação e, em breve, o dono do acessório deverá ser identificado através de uma minuciosa pesquisa.

“Um colar que está desaparecido há mais de um século foi localizado nos destroços do Titanic com IA [Inteligência Artificial] sendo usada para identificar o dono da joia. Uma empresa de mapeamento de águas profundas, com sede em Guernsey, foi quem fez a descoberta”, escreveu o Mirror.

A empresa também notou que o pingente da peça era um dente de um Megalodon - o maior tubarão que já existiu no mundo e que está extinto há 2,6 milhões de anos.

Descoberta de ‘tirar o fôlego’

A primeira varredura digital em tamanho real foi divulgada pela Magellan no início da segunda quinzena de maio. O transatlântico está a 12.500 pés abaixo da superfície do Oceano Atlântico e, devido à escuridão, era difícil ver detalhes que hoje são possíveis graças à tecnologia.

Richard Parkinson, executivo-chefe da Magellan, disse que a descoberta foi “de tirar o fôlego”. “A equipe não conseguiu tocar na peça de joalharia devido a um acordo atualmente em vigor entre o Reino Unido e a América, que impede a remoção de artefatos do naufrágio”, acrescenta.

Porém, por meio de inteligência artificial, o dono do colar será identificado. “Isso permitirá que a empresa entre em contato com os familiares dos 2.200 passageiros que estavam a bordo do Titanic em sua viagem fatal”, completa.

Agora, os pesquisadores irão analisar imagens dos passageiros embarcando no navio, observando, principalmente, seus rostos e roupas.

Documentário e novas evidências

A Magellan e a Atlantic Productions preparam um documentário para falar sobre as descobertas. Durante a varredura, a empresa coletou por meio de submersíveis mais de 700 mil imagens de cada ângulo após mais de 200 horas de pesquisa sobre o comprimento e largura dos destroços. Por meio da reconstrução 3D exata do navio usando esses dados, eles irão conseguir desvendar o mistério acerca do iceberg. Afinal, existem dúvidas se ele realmente bateu contra o bloco de gelo.

Ao Mirror, Parks Stephenson, que estudou o navio por muitos anos, explicou que há “uma quantidade crescente de evidências de que o Titanic não atingiu o iceberg ao lado, como é mostrado em todos os filmes”. Ele ainda destacou: “Ele pode realmente ter encalhado na plataforma submersa do gelo”.

“Esse foi o primeiro cenário divulgado por uma revista de Londres em 1912. Talvez ainda não tenhamos ouvido a verdadeira história do Titanic”, finaliza o estudioso.

Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
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