A Mostra Hip-hop Gerais iniciou em Montes Claros a segunda etapa do projeto, que oferece capacitação gratuita para artistas, grupos e coletivos ligados à cultura hip-hop. Estão abertas até o dia 20 de março as inscrições para o curso Imersão em Gestão e Produção Cultural, formado por seis módulos voltados à profissionalização e ao fortalecimento da cena cultural local.
A iniciativa busca ampliar oportunidades, visibilidade e sustentabilidade para artistas e produtores culturais das cidades participantes. Além de Montes Claros, o projeto também será desenvolvido em Juiz de Fora, Teófilo Otoni e Uberlândia.
Os interessados em participar precisam preencher o
Além de Montes Claros, o projeto também será desenvolvido em Juiz de Fora, Teófilo Otoni e Uberlândia.
A Mostra da Diversidade Cultural – Imagens da Cultura Popular é realizada pela ONG Favela é Isso Aí, criada em 2004 pela antropóloga Clarice Libânio, que também coordena a Mostra Hip-hop Gerais. Segundo ela, o projeto busca fortalecer a cultura urbana no interior do estado e criar conexões entre artistas de diferentes cidades. “A força criativa do hip-hop pulsa nas periferias, praças, coletivos e espaços culturais das cidades mineiras”, afirma. Ela destaca ainda que a criação de uma rede entre municípios do interior amplia oportunidades e fortalece a cena cultural. “Criar essa rede entre cidades do interior amplia repertórios e parcerias, gera trocas, visibilidade e reconhecimento”.
Ao longo do projeto serão desenvolvidas três grandes etapas. A primeira consiste no mapeamento de artistas e grupos em cada cidade, com o lançamento do Mapa do Hip-hop. Em seguida, serão realizados ciclos formativos voltados à profissionalização do setor, incluindo o curso de gestão e produção cultural e oficinas de imersão artística. A terceira etapa prevê mostras culturais para apresentar e celebrar a produção artística local.
O encerramento está previsto para o segundo semestre de 2026, em Belo Horizonte, com um intercâmbio que reunirá artistas das quatro cidades participantes. “O mapa reconhece, a formação estrutura e as mostras celebram”, resume Clarice Libânio.