Minas Gerais autoriza quase 170 novas pesquisas ambientais em dois anos
Neste mês, duas espécies inéditas foram encontradas em Unidades de Conservação do estado

Nos últimos dois anos, quase 170 pesquisas foram autorizadas em Unidades de Conservação (UCs) de Minas Gerais. Atualmente, há cerca de 335 pesquisas em andamento.
Os estudos podem servir para pautar planos de gestão e ambiental e detalhar como funciona o ecossistema de determinado local. As pesquisas abrangem áreas como botânica, ecologia, zoologia e geociências, incluindo espeleologia, geoarqueologia e geologia.
Essas pesquisas geraram duas descobertas recentes em Minas Gerais. A última foi a perereca Ololygon paracatu, encontrada no Noroeste do estado.
O animal tem pequeno porte e apresenta diferenças morfológicas, acústicas e moleculares em relação a outros animais do mesmo gênero. Os machos medem entre 20,4 e 28,2 milímetros, e as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros.
Neste mês, os pesquisadores também descobriram uma libélula batizada de Hetaerina giselae, no Parque Estadual do Pico do Itambé, localizado na região do Vale do Jequitinhonha, entre os municípios de Diamantina e Serro. A espécie pertence ao grupo das chamadas donzelinhas, insetos aquáticos intimamente associados a ambientes de água limpa e bem preservados.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



