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Ano ‘particularmente severo’ de incêndios é esperado por cientistas

A tendência é particularmente considerável no continente africano, com níveis recorde em vários países do oeste

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Incêndio na Floresta Nacional de Brasília
Incêndio na Floresta Nacional de Brasília • João Stangherlin/APA do Planalto Central

O ano de 2026 está sendo preocupante por conta de incêndios em todo o mundo devido às mudanças climáticas e um possível fenômeno El Niño, alertaram cientistas. “Este ano, a temporada de incêndios no mundo começou com muita intensidade, com 50% a mais de área queimada do que a média para esta época do ano”, destacou Theodore Keeping, do Imperial College London, durante uma apresentação à imprensa.

A superfície “é 20% maior do que o recorde anterior estabelecido desde o início do monitoramento mundial em 2012”, afirmou o cientista, que espera um “ano particularmente severo”.

A área total queimada no mundo atingiu 163 milhões de hectares desde o início do ano até 6 de maio, segundo dados do Sistema Global de Informações sobre Incêndios (GWIS), contra 110 milhões de hectares em média do período de 2012 a 2025.

A tendência é particularmente considerável no continente africano, com níveis recorde em vários países do oeste. Os incêndios nas savanas foram favorecidos por um fenômeno conhecido como "chicote climático", que alterna chuvas fortes, que favorecem o crescimento da vegetação, com períodos de seca propícios ao fogo.

Os pesquisadores também alertaram para as consequências do esperado retorno do potente fenômeno natural de aquecimento El Niño. “A probabilidade de incêndios extremos e perigosos poderia ser potencialmente a mais elevada da história recente em caso de desenvolvimento de um El Niño potente”, avaliou Keeping.

O fenômeno poderia tornar mais prováveis “condições muito quentes e secas na Austrália, no noroeste dos Estados Unidos e do Canadá e na floresta amazônica”, explicou.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.