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Microplásticos e poluentes persistentes estão presentes mesmo em águas profundas do Brasil

Análise de sedimentos e animais da Bacia de Santos revela contaminação em profundidades de até 1.500 metros

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Essas descobertas foram obtidas através de investigações conduzidas entre 400 e 1.500 metros de profundidade • Pixabay/Reprodução

A Bacia de Santos, localizada no litoral brasileiro, apresenta contaminação mesmo em suas águas mais profundas. Análises realizadas em sedimentos e organismos marinhos revelaram a presença de fibras plásticas e materiais que servem como isolantes elétricos e retardantes de chamas.

Essas descobertas foram obtidas através de investigações conduzidas entre 400 e 1.500 metros de profundidade. A detecção desses contaminantes demonstra que poluentes alcançam zonas marinhas consideradas remotas, afetando tanto o substrato oceânico quanto os animais que habitam essas profundidades.

A presença de microplásticos em grandes profundidades

Pesquisadores identificaram fibras plásticas microscópicas em amostras coletadas na Bacia de Santos. Esses fragmentos foram encontrados tanto nos sedimentos do fundo oceânico quanto em organismos marinhos.

A profundidade investigada variou entre 400 e 1.500 metros. A detecção de microplásticos nessas áreas demonstra que partículas contaminantes conseguem alcançar regiões distantes da superfície.

Poluentes orgânicos persistentes em ecossistemas profundos

Além dos microplásticos, a análise detectou substâncias químicas utilizadas como isolantes elétricos e retardantes de chamas. Esses materiais foram identificados tanto nos sedimentos quanto nos animais marinhos da região.

A presença desses contaminantes em profundidades significativas indica que processos de transporte oceânico distribuem poluentes por todo o sistema marinho. Correntes, movimentação de partículas e atividades biológicas contribuem para essa dispersão.

Metodologia de análise em sedimentos e fauna marinha

O estudo examinou dois componentes fundamentais do ecossistema profundo: sedimentos e animais marinhos. Essa abordagem dupla permite compreender tanto a contaminação do substrato quanto a transferência de poluentes para organismos vivos.

Sedimentos marinhos funcionam como repositórios de materiais depositados ao longo do tempo. Sua análise revela o histórico de contaminação de uma determinada região.

A investigação de animais que habitam entre 400 e 1.500 metros fornece evidências sobre a presença de contaminantes nesses organismos.

Implicações para a saúde dos ecossistemas marinhos profundos

A contaminação de águas profundas afeta diretamente organismos que habitam essas regiões. A presença de fibras plásticas, isolantes elétricos e retardantes de chamas representa contaminação do ambiente marinho.

Microplásticos e poluentes químicos representam elementos que foram detectados tanto nos sedimentos quanto nos animais da Bacia de Santos entre 400 e 1.500 metros de profundidade.

O alcance da poluição marinha além das zonas superficiais

A detecção de poluentes na Bacia de Santos entre 400 e 1.500 metros exemplifica como substâncias alcançam zonas profundas. Processos físicos e biológicos transportam contaminantes verticalmente através da coluna de água.

Essa constatação amplia a compreensão sobre a extensão geográfica da poluição marinha. A análise de sedimentos e animais marinhos demonstra que contaminantes estão presentes mesmo em profundidades significativas.

Com informações de Agência Fapesp

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