A quantidade de gases de efeito estufa emitida pelos Estados Unidos cresceu 2,4% em 2025, segundo estudo do Rhodium Group. O país lançou na atmosfera cerca de 5,9 bilhões de toneladas de CO2 equivalente no ano, 139 milhões de toneladas a mais do que em 2024.
O aumento foi causado pelo crescimento no consumo de energia durante o inverno, que foi mais rigoroso. Com as temperaturas baixas, as pessoas gastam mais energia para aquecimento.
Além disso, a expansão acelerada de data centers e da mineração de criptomoedas exigiram grande demanda por eletricidade. A alta nos preços do gás natural também favoreceu um crescimento de 13% na geração a carvão, fonte mais poluente da matriz elétrica
Apesar disso, fontes de energia sem emissões diretas de carbono responderam por 42% da eletricidade gerada no país. O consumo da energia solar aumentou em 34%, superando a hidrelétrica.
Os dados revelam um rompimento na tendência de queda observada desde a década passada. O estudo também alerta para retrocessos regulatórios e o enfraquecimento das políticas climáticas no governo de
Saída dos EUA do Fundo Verde do Clima
Os Estados Unidos
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o GCF é uma organização radical e argumentou que o projeto “contraria o fato de que energia acessível e confiável é fundamental para o crescimento econômico e a redução da pobreza”.
“Em consonância com a decisão do governo Trump de se retirar da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o Departamento do Tesouro dos EUA notificou o Fundo Verde para o Clima (GCF) de que os Estados Unidos estão se retirando do Fundo e renunciando ao seu assento no Conselho do GCF, com efeito imediato”, diz comunicado do Departamento do Tesouro dos EUA.
A nota ainda destaca que Donald Trump, presidente do país, “está empenhado em promover todas as fontes de energia acessíveis e confiáveis”. Vale lembrar que os Estados Unidos são o segundo maior emissor de gás carbônico no mundo, perdendo apenas para a China.