Cantareira opera há uma semana abaixo de 20% e entra em nível crítico em SP

Estudos apontam que outros estados do Sudeste podem passar por situação parecida em 2026

Sistema Cantareira é o principal reservatório de água que abastece a cidade de São Paulo

O Sistema Cantareira, principal reservatório de água que abastece a cidade de São Paulo, completou uma semana com o volume útil reservado abaixo dos 20% nessa quinta-feira (15). De acordo com dados do painel da Companhia de Saneamento Básico do estado (Sabesp), o sistema opera em cenário crítico.

Na manhã dessa quinta (15), o Cantareira estava com 19,4% de volume útil reservado. Para efeito de comparação, no dia 15 de janeiro de 2025, o índice era de 50,3%.

Para economizar água, a Sabesp tem reduzido a pressão da rede à noite. Segundo a companhia, moradores de áreas mais altas ou mais distantes do reservatório podem sofrer mais efeitos provocados pela redução de pressão.

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Restante do Sudeste pode viver situação parecida

O Sudeste do Brasil vive uma crise hídrica, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Mesmo com chuvas acima da média até março de 2026, quando termina o período chuvoso, não haverá recuperação satisfatória dos reservatórios de água, diz nota técnica do órgão.

Apesar dos temporais que atingiram a região desde o início do verão, não houve impacto significativo na reposição das reservas hídricas do Sudeste. A situação é ainda mais grave em São Paulo: em estado crítico, o nível dos reservatórios está em sua pior fase desde a crise de 2014/2015.

Isso acontece porque a chuva ao longo de 2025 não foi o suficiente, gerando necessidade de compensar essa falta em 2026. Durante o período chuvoso do ano passado, boa parte do Sudeste passou mais de 50 dias sem precipitações. Algumas regiões superaram 80 dias secos.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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