Após 60 anos, planta considerada extinta reaparece graças a foto na internet
Até a recente descoberta, a planta era conhecida apenas por dois exemplares coletados em 1967

Uma planta considerada extinta há quase seis décadas reapareceu inesperadamente na Austrália. A espécie Ptilotus senarius, que não era registrada desde 1967, foi redescoberta em Queensland.
A descoberta aconteceu graças a fotografias publicadas na plataforma iNaturalist por um observador da natureza. O caso foi detalhado em um estudo publicado em 19 de janeiro no Australian Journal of Botany.
A espécie pertence à família Amaranthaceae, apresentando flores rosadas e arroxeadas, que são descritas pelos pesquisadores como estruturas delicadas e plumosas.
Até a recente descoberta, a planta era conhecida apenas por dois exemplares coletados em 1967. Desde então, nenhuma nova ocorrência havia sido confirmada oficialmente.
Redescoberta da espécie
As fotos foram publicadas pelo horticultor australiano Aaron Bean na plataforma iNaturalist, utilizada para compartilhar registros da fauna e flora encontrados na natureza. Os registros foram analisados por especialistas em espécies raras australianas.
Os pesquisadores responsáveis pelo estudo publicado explicaram que a espécie é uma planta pequena e pouco chamativa. Esse fator pode ter contribuído para o desaparecimento prolongado dos registros científicos.
Além de discreta, a planta cresce em áreas com vegetação extensa e pouco monitorada, dificultando levantamentos botânicos frequentes. Para os pesquisadores, a redescoberta mostra que algumas espécies consideradas perdidas podem sobreviver em regiões remotas e pouco exploradas.

Risco de desaparecimento
Por fim, cientistas alertam que a espécie continua vulnerável. Como poucos exemplares foram encontrados até agora, ainda não é possível determinar o tamanho real da população existente na natureza.
Novas expedições e estudos de conservação são necessários para entender os locais em que a planta pode ser encontrada.
Os autores também destacaram que ferramentas de divulgação científica colaborativa, como iNaturalist, podem ampliar a capacidade de observação em campo e ajudar a localizar espécies raras com mais rapidez.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.



