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Agrotóxico detectado no rio Tietê é potencialmente cancerígeno

Além de agrotóxicos, foram identificados micro plásticos, medicamentos e drogas ilícitas

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Trecho de entrada do Rio Tietê na região metropolitana de São Paulo
Trecho de entrada do Rio Tietê na região metropolitana de São Paulo • SOS Mata Atlântica/ Divulgação

Vinte e cinco tipos de agrotóxicos foram encontrados em coletas realizadas em 14 pontos do rio Tietê durante uma expedição realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com universidades e o Instituto Itaúsa. Foram identificados herbicidas, fungicidas e inseticidas.

Entre as substâncias, o estudo identificou a atrazina, um herbicida utilizado no Brasil para controlar plantas daninhas, mas proibido na União Europeia desde 2004 por riscos ao meio ambiente e à saúde humana. Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a atrazina como uma substância potencialmente cancerígena.

Mesmo na região da nascente, em Salesópolis, considerada preservada, foram identificados herbicidas e inseticidas. Confira abaixo a lista dos agrotóxicos encontrados e a frequência com que foram detectados:

  • Tebutiurom: 100%
  • Clomazona: 100%
  • Diurom: 92,86%
  • Ciproconazol: 85,71%
  • Hexazinona: 85,71%
  • Atrazina: 85,71%
  • Terbutilazina: 85,71%
  • Acetamiprido: 85,71%
  • Azoxistrobina: 78,57%
  • Ametrina: 78,57%
  • Metalaxil-M: 71,43%
  • Tebuconazol: 71,43%
  • Metribuzim: 71,43%
  • Prometrina: 64,29%
  • Fipronil: 64,29%
  • Imidacloprido: 57,14%
  • Malationa: 50%
  • Bentazona: 42,86%
  • Tiametoxam: 42,86%
  • Bromacil: 28,57%
  • Propamocarbe: 21,43%
  • Trifloxistrobina: 14,29%
  • Fludioxonil: 14,29%
  • Indaziflam: 7,14%
  • Mesotriona: 7,14%

Ainda segundo o estudo, os fungicidas e inseticidas podem prejudicar peixes e outros organismos aquáticos.

A Expedição Tietê percorreu mais de mil e cem quilômetros do rio Tietê entre os dias 9 e 14 de junho de 2025, da nascente, em Salesópolis, até a foz no rio Paraná, em Itapura. Além de agrotóxicos, foram identificados micro plásticos, medicamentos e drogas ilícitas.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.