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Projetos da UFSJ são aprovados com recursos financeiros da FAPEMIG

Iniciativa vai encaminhar mais de 2,5 milhões para o desenvolvimento de pesquisas na universidade

PorJuiz de Fora
UFSJ / Divulgação

Dois projetos de pesquisa da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) foram aprovados com recursos financeiros na chamada FAPEMIG – Minas pelo Clima: Ciência e Inovação em Apoio ao Plano Estadual de Ação Climática. A iniciativa é voltada ao fomento de pesquisas e soluções inovadoras para o enfrentamento das mudanças climáticas e o fortalecimento das políticas públicas ambientais em Minas Gerais.

Os dois projetos contemplados partem do Departamento de Biotecnologia (DBTEC) da UFSJ. As pesquisas investem em rotas biotecnológicas para reduzir as emissões de carbono de setores estratégicos da economia mineira, unindo produção de bioenergia, valorização de resíduos e desenvolvimento de bioprodutos de maior valor agregado.

Ao todo, os dois projetos aprovados garantirão à UFSJ R$ 2.569.373,76 em recursos para o desenvolvimento de pesquisas que contribuirão para a produção de conhecimento científico, o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e a proposição de soluções sustentáveis alinhadas às estratégias do Plano Estadual de Ação Climática de Minas Gerais.

Confira os projetos aprovados

Coordenado pelo professor Daniel Bonoto Gonçalves, o projeto "Biorrefinaria Integrada para Descarbonização Industrial: Produção de Etanol 2G, SAF e Bioprodutos a partir de Biomassas Oleaginosas e Coprodutos Agroindustriais" foi aprovado com R$ 1.727.845,60 em recursos concedentes, em 2º lugar na categoria CIN I C do setor estratégico Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática.

A proposta busca estruturar uma biorrefinaria integrada capaz de converter biomassas oleaginosas e coprodutos agroindustriais em etanol de segunda geração (2G), combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e outros bioprodutos, avançando na direção de uma cadeia produtiva de baixo carbono para a indústria mineira. O foco principal é a macaúba (Acrocomia aculeata), palmeira nativa e biomassa estratégica em Minas Gerais, para a qual o grupo de pesquisa já desenvolveu e patenteou processos de conversão em etanol amiláceo, hemicelulósico e celulósico.

Coordenado pela professora Marina Quádrio Raposo Branco Rodrigues, o projeto "Da Biodiversidade à Sustentabilidade Industrial: Engenharia de Proteínas e Produção de Lipases Recombinantes para Desenvolvimento de Tecnologia Nacional de Catálise Enzimática na Produção de Biodiesel" recebeu R$ 841.528,16, em 13º lugar na categoria CIN II B do mesmo setor estratégico.

O projeto propõe o desenvolvimento de tecnologia nacional de catálise enzimática para a produção de biodiesel, a partir da engenharia de proteínas e da produção de lipases recombinantes — enzimas obtidas a partir da biodiversidade brasileira e otimizadas em laboratório para tornar mais eficiente e sustentável um dos principais processos da cadeia de biocombustíveis do país.

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Désia Souza

 

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.

 

 

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